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16 º Agrimark: Lideranças do agronegócio debatem produtividade e sustentabilidade brasileira

O evento debate diversos âmbitos do agronegócio (Foto: Reprodução)

Um dos principais eventos sobre agronegócio brasileiro acontece na próxima sexta-feira (14), em Porto Alegre. Promovido pelo Instituto de Educação do Agronegócio (I-UMA), o 16º Agrimark Brasil debate este ano o tema “Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro – Como Ampliar a Produtividade e a Sustentabilidade da Agricultura Brasileira”.

O evento é gratuito e será realizado das 13h30 até às 17h da sexta, no Salão Nobre da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA). Com coordenação do Professor Doutor em Zootecnia e Coordenador do NESPRO, Júlio Otávio Barcellos.

Participam da atividade diversas autoridade do agronegócio e afins como o Presidente Executivo da Associação Brasileira de Reciclagem Animal  (ABRA), Décio Coutinho; o Presidente da  Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes(ABIEC), Antônio Jorge Camardelli; a Secretária Extraordinária de Relações Federativas e Internacionais do Governo do Estado RS, Ana Amélia Lemos; o Economista, Doutor em Direito, o Consultor Legislativo do Senado Federal, Helder Rebouças.

Além do tema principal abordado pelos palestrantes, tema central do evento “Perspectivas para o Agronegócio Brasileiro – Como Ampliar a Produtividade e a Sustentabilidade da Agricultura Brasileira”, também serão debatidos outros assuntos como mecanismos e  inovações, importância e dos desafios  dessa temática, o  Brasil está capacitado para ampliar a produtividade do setor agrícola? Como serão os novos negócios do agro diante dos marcos regulatórios? E a segurança jurídica pressuposto essencial para o desenvolvimento e ampliação do ambiente de negócios, passa também pelos contratos. Estas e outras questões irão pautar o debate entre instituições âncoras do setor, dirigentes de entidades e  especialistas nas áreas jurídica e de pesquisa.

Para o Coordenador dos trabalhos Prof. Julio Barcellos a 16ª edição do Agrimark Brasil proporcionará ter com os palestrantes e público presente, uma abordagem inserida nas perspectivas do agronegócio brasileiro, abrigado na produtividade e sustentabilidade de suas cadeias produtivas.

Conheça alguns dos temas que serão abordados no evento:

– Inovação sustentável de processos e produtos

Reciclagem Animal e a Sustentabilidade da Cadeia da Carne
Integra a primeira rodada do evento o convidado Décio Coutinho, presidente da  Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), entidade que integra todo o processo de reciclagem de resíduos animais e que tem um papel fundamental para o setor de proteína animal.
Conforme o presidente Coutinho, a reciclagem animal surge como o setor que promove a sustentabilidade para a cadeia da carne, pois oferece destino ambientalmente correto aos resíduos do abate que não são destinados à mesa do consumidor.

– Negociação internacional de commodities agrícola (carnes)

O presidente da  Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC),, Antônio Camardelli; fala em sua  pauta no evento que na pesquisa de percepção no mercado externo sobre como e onde está localizada a imagem da carne bovina brasileira fica peremptória as oportunidades que o Brasil tem e terá no futuro.

– Segurança jurídica e contratos no agronegócio

O Mestre em Direito e Coordenador Científico do Curso de Especialização em Direito Agrário e Ambiental Aplicado ao Agronegócio do I-UMA, Albenir Querubini;  fecha a primeira rodada do evento falando sobre a Segurança Jurídica pressuposto essencial para o desenvolvimento e ampliação do ambiente de negócios, o que passa também pelos contratos.  Relativamente aos contratos agrários, que são modalidades que versam sobre a posse e o uso de imóveis rurais com o fim de exploração da atividade agrária, observamos a necessidade de atualização pelo Legislativo para que seja viabilizada a segurança jurídica e a ampliação de negócios no Agronegócio, inclusive como forma de evitar o chamado “ativismo judicial”.

– Perspectivas para o agronegócio brasileiro

Ana Amélia Lemos, Secretaria Extraordinária de Relações Federativas e Internacionais do Governo do Estado RS abre a segunda rodada do Agrimark, para falar sobre as Perspectivas Para O Agronegócio Brasileiro.

Para Ana Amélia, o maior desafio para o setor, atualmente, é produzir mais com maior proteção ambiental, conforme definido no moderno Código Florestal. A melhor maneira de fazê-lo é insistir na ampliação da agricultura de alta precisão, na agricultura de baixo carbono e no uso da tecnologia para produzir mais na mesma área. Hoje, 68% da atividade agropecuária vêm do uso da tecnologia. Outra estratégia é aproveitar áreas degradadas de pastagens para incrementar os sistemas produtivos da pecuária brasileira na integração com a lavoura e a silvicultura.

– Negociação internacional de commodities agricóla (grãos)

O Doutor em Economia Internacional e Analista de Mercado Agropecuário, Argemiro Brum dará sequência ao painel da segunda rodada, falando sobre Commodities Agrícola (Grãos). O Brasil tem na soja o principal grão de exportação, secundada de longe pelo milho. Na atualidade, as vendas externas de soja estão impactadas pelo litígio comercial entre EUA e China, o qual se iniciou em março de 2018 e ainda causa preocupações. Este litígio levou a China a taxar as importações de soja oriundas dos EUA, favorecendo as compras do produto brasileiro.

Para o Professor Brum, “tal comportamento, particularmente a partir de maio de 2018 e durante praticamente todo o ano passado, elevou o valor dos prêmios pagos nos portos brasileiros, fato que favoreceu a um aumento importante dos preços da soja em setembro e outubro daquele ano no mercado gaúcho. Os mesmos, no balcão, chegaram a ultrapassar a média de R$ 83,00/saco. Com a possibilidade de um acordo comercial sino-estadunidense, a partir de janeiro de 2019 a China voltou a comprar soja dos EUA, ao mesmo tempo em que o Brasil colhia mais uma safra importante”. Com isso, os prêmios despencaram, voltando ao patamar normal. Ao mesmo tempo, a partir de março, surge a peste suína africana junto ao rebanho suinícola chinês, levando a uma redução nas importações de soja por parte da China.

– Adequação dos novos negócios do agro diante dos marcos regulatórios

O economista, doutor em direito, Helder Rebouças tratará no painel de encerramento do evento sobre a Adequação dos Novos Negócios do Agro Diante dos Marcos Regulatórios. Para ele, a tomada de decisão no Agro deve sempre levar em conta os efeitos das políticas públicas, muitas delas produzidas pelo Poder Legislativo. Acompanhar, desde a gênese, o processo de elaboração legislativa das normas que afetam o Agro é  atividade fundamental,  como forma de mitigação de riscos.
“Nessa perspectiva, trazemos ao debate as inovações constantes do Projeto de Lei do Novo Código Comercial, no tocante às especificidades do setor” destaca o Consultor Legislativo do Senado Federal.

O agrimark acontece no país desde 2004 e está na agenda anual dos principais formadores de opinião e executivos que atuam no agronegócio brasileiro e na mídia especializada.

Para quem deseja participar o credenciamento é feito no local, mas as inscrições devem ser realizadas pelo site do instituto ou por e-mail agrimark@i-uma.edu.br. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3224.6111.

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