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17 países europeus relatam ter recebido da Holanda ovos contaminados por pesticida

Suspeita é de contaminação por detergente para limpar os celeiros. (Foto Reprodução)

Oficiais da União Europeia disseram que 17 países, incluindo o território de Hong Kong, reportaram ter recebido ovos ou produtos com ovos contaminados. Vários supermercados da Europa estão retirando os ovos de suas prateleiras após a notícia de que as remessas com origem na Bélgica e Holanda, dois dos principais fornecedores, foram contaminadas pelo pesticida Fipronil. O bloco disse que quer realizar uma reunião extraordinária no próximo mês para discutir o tema.

Produtores dos dois países estão sendo investigados. O porta-voz de comércio e agricultura da União Europeia, Daniel Rosario, disse, nesta sexta-feira (11), que propriedades na França e Alemanha também foram bloqueadas.

Entre as regiões da lista que relataram o recebimento das remessas, Hong Kong é o único fora da Europa. Constam também a Suécia, Grã-Bretanha, Áustria, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Polônia, Romênia, Eslovênia, Eslováquia, Dinamarca e Suíça.

O Fipronil é um pesticida usado em lavouras. A substância não pode ser usada nas proximidades de animais da cadeia de produção de alimentos, incluindo frangos. O Fipronil também é nocivo para as abelhas e, para protegê-las, seu uso tem sido proibido em sementes de milho. Segundo especialistas, comer ovos com a substância pode prejudicar o fígado, rins e outros órgãos.

A suspeita é de que a substância tenha entrado em contato com as galinhas por meio de um detergente de uma marca holandesa, chamado de Dega 16, que é utilizado para limpar os celeiros.

Agricultura biológica em processo de explosão na Europa

A agricultura europeia ecológica busca seu lugar no sistema agroalimentar mundial, entre os países do sul (com as maiores superfícies bio) e os do norte (os primeiros consumidores), e ante a pressão da grande distribuição.  A procura pelos consumidores é de alimentos cada vez mais saudáveis. O desafio é prover alimentos a mais de nove bilhões de pessoas em 2050.

Consumo bio na Europa

Segundo as estatísticas europeias mais recentes, de 2015, o consumo de produtos biológicos na União Europeia (UE) foi de 28,3 bilhões de euros naquele ano; 70% deste gasto procedia de quatro países: Alemanha, França, Itália e Reino Unido. No entanto, os que mais compram esses produtos são os dinamarqueses (8,4% das suas compras), os austríacos (8%), e os suecos (7,7%), segundo dados do mesmo ano.

O primeiro mercado bio da Europa é a Alemanha, onde o gasto em produtos ecológicos quadruplicou em 15 anos, com 8,62 bilhões de euros de volume de negócios em 2015, o que supõe 5% de toda a alimentação consumida no país.

Mas na Alemanha, onde a grande maioria dos produtos ecológicos são vendidos em comércios de grande distribuição, o consumo bio se desenvolve mais rápido que a produção.

Cada vez se importa mais: 80% dos seus tomates e 90% dos seus pimentões orgânicos procedem da Espanha e da Itália. O mercado bio mais dinâmico na Europa é o da Suécia, que progrediu 38% em 2014 e 39% em 2015, chegando a 2,3 bilhões de euros.

Diferentes estudos realizados pelo Instituto Sueco de Pesquisa Ambiental contribuíram para o entusiasmo, ao insistir nas questões de saúde diante dos escândalos alimentares dos últimos anos. Um deles demonstrava a diminuição dos resíduos de pesticidas na urina de uma família graças a uma dieta bio. Em 2013, a restauração coletiva (escolas, hospitais, etc.) na Suécia empregava em média 23% dos produtos orgânicos (em valor).

Granjas bio na Europa

A superfície agrícola dedicada aos cultivos biológicos na UE aumentou 21% em cinco anos, até 11,1 milhões de hectares em 2015, contra nove milhões em 2010, segundo o escritório europeu de estatísticas Eurostat. Todos os países da UE avançaram, exceto o Reino Unido (495.929 hectares bio, 29% a menos que em 2010) e Holanda (44.402 hectares bio, -4%).

Em 2015, quatro países concentravam cerca da metade (53%) das superfícies de cultivos bio europeias: Espanha, à frente dos 28 países com 1,96 milhão de hectares (21,9% mais que em 2010), seguida pela Itália, com 1,5 milhão de hectares (+34%), França, com 1,36 milhão (+61%) e Alemanha, com 1,06 milhão (+7%). A Polônia, na quinta posição, contava com quase 600.000 hectares em 2015 (+11%), mas é considerada um país com um grande potencial de crescimento para a alimentação bio, segundo um relatório de abril de 2017 do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Em toda a Europa restam grandes margens de avanço para a produção biológica. Em 2015, as superfícies dedicadas aos cultivos bio representavam apenas 6,2% do conjunto das terras agrícolas dos 28 Estados-membros da UE. (AE/AFP)

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