Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019

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Brasil 180 mil pessoas caíram no golpe do WhatsApp sobre o décimo terceiro salário do Bolsa Família

A nova ferramenta será um atalho para que os usuários possam fazer uma edição rápida em qualquer imagem recebida pelo aplicativo. (Foto: Reprodução)

Quem recebeu uma mensagem no WhatsApp falando sobre inscrições para receber o 13° salário do Bolsa Família, deve ter cuidado: provavelmente é golpe. Pelo menos 180 mil pessoas receberam, acessaram ou compartilharam o link malicioso nos últimos dias.

Circula no aplicativo uma mensagem com link para o site “ganhardinheirodicas.com”, em um texto que afirma ser relativo ao programa do governo federal. Entrar na página, no entanto, pode levar ao roubo de dados pessoais e à instalação de vírus no celular.

Segundo a empresa de cibersegurança PSafe, que identificou o problema, pelo menos 180 mil pessoas receberam, acessaram ou compartilharam o link malicioso nos últimos dias.

“É importante suspeitar desses links que chegam via redes sociais e, na dúvida, procurar os canais oficiais [do governo]”, afirma Emilio Simoni, diretor do laboratório de pesquisa em segurança digital da PSafe.

Para evitar cair nesse tipo de golpe, a dica é ter um aplicativo de segurança (os famosos antivírus) instalado no celular. Assim, a pessoa não precisa se preocupar para identificar páginas falsas, já que elas são bloqueadas.

O Ministério da Cidadania informa que a comunicação com os beneficiários do Bolsa Família se dá por meio do extrato —e não por WhatsApp. Para receber o pagamento do 13º, basta estar na folha de pagamento de dezembro do programa.

Quem tiver dúvidas, pode entrar em contato pelo canal 121 da Ouvidoria e a Central de Relacionamento pelo número 0800-707-2003.

Como funciona o golpe

O golpe funciona assim: a pessoa recebe uma mensagem dizendo “Governo abre este mês as inscrições para quem vai receber o décimo terceiro salário do programa Bolsa Família, confira se você tem direito” e o link para o site malicioso.

Ao entrar na página, o usuário precisa fornecer dados pessoais (nome completo e endereço). Essas informações, nas mãos dos criminosos, podem ser úteis em golpes futuros.

Depois, a pessoa precisa compartilhar o link com contatos ou grupos no WhatsApp. Por isso, a mensagem pode chegar até você vinda de um contato conhecido: alguém que caiu no ataque e o repassou aos amigos.

Na sequência, a página falsa pede para enviar notificações ao celular da vítima. Nessas mensagens, são enviados novos golpes. De acordo com Simoni, já foram enviados pelo menos outras duas tentativas que tiveram mais de 25 mil acessos, de marcas de cosméticos e transporte.

Por último, no Android, o site direciona para páginas falsas que fazem download de aplicativos com vírus. No iPhone, são exibidas propagandas.

As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

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