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4 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de linfomas no Brasil

Existem variadas formas de tratamento, pois são dependentes do tipo de linfoma, sua extensão e das características dos pacientes. (Foto: Reprodução)

O dia mundialmente lembrado como de “Conscientização sobre Linfomas” foi celebrado neste sábado, dia 15 de setembro. O principal objetivo da data é conscientizar a população sobre a importância de identificar precocemente os sintomas e sinais do linfoma, que podem ser variados, ajudando a facilitar o seu tratamento quando diagnosticado precocemente. Originalmente, a campanha de conscientização do Dia Mundial dos Linfomas foi criada pela Coalização Linfoma, uma organização internacional que luta pela prevenção e diagnóstico precoce deste tipo de câncer.

Conforme a médica hematologista do Instituto do Câncer Hospital São Vicente Dra. Moema Nenê Santos o linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, parte do corpo responsável pela defesa do organismo contra doenças e infecções. Também pode surgir nos tecidos linfáticos, como os linfonodos, o fígado, o baço e a medula óssea, por exemplo. “Esta doença se origina e é caracterizada quando o linfócito (um tipo de glóbulo branco) se transforma numa “célula maligna”, crescendo de modo descontrolado e criando outras células idênticas e desta forma comprometendo os demais órgãos”, explica Moema.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), aproximadamente 4 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de linfomas no Brasil. No Rio Grande do Sul, são diagnosticados em torno de 5400 novos casos ano para os homens e 4800 para mulheres com Linfomas Não Hodgkin e 1500 novos casos em homens e 1050 em mulheres com Linfoma de Hodgkin (dados INCA). Conforme Moema a principal causa das mortes é justamente o desconhecimento sobre esta doença que, caso seja diagnosticada precocemente, apresenta elevado índica de cura. “Alguns dos principais sintomas que podem indicar a existência de algum tipo de linfoma, são febre (vespertina), surgimento de ínguas (sem motivo específico), perda de peso, perda de apetite, coceira na pele, fadiga, ou seja cansaço importante, sudorese noturna anormal, mas lembrando que estes são sintomas comuns a outros tipos de doença também, por isso a necessidade de investigação”.

Em relação ao tratamento, a especialista pontua que, atualmente, são variadas as formas, pois são dependentes do tipo de linfoma, sua extensão e das características dos pacientes. “A grande maioria dos tratamentos é através da quimioterapia, imunoterapias, terapias celulares e radioterapia. Mas, em alguns casos, também poderá ser necessário a realização de transplante de medula óssea”.

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