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40 anos do governo de José Augusto Amaral de Souza

Há quarenta anos, em 15 de março de 1979, assumia o governo do Estado do Rio Grande do Sul, José Augusto Amaral de Souza, um missioneiro de Palmeira das Missões. Atuando na vida pública desde estudante, foi vice-presidente da UNE, professor de filosofia, advogado, vereador, deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador. Foi um homem que pautou sua vida pública e privada no respeito incontestável pelo ser humano e pelo meio ambiente. Seu governo concretizou projetos sociais, ecológicos, culturais e tecnológicos inovadores que até hoje marcam o desenvolvimento e a história do Rio Grande do Sul.

Já no primeiro ano de governo enfrentou mais de 20 greves, poucos recursos e uma oposição implacável. Sua trajetória pública sempre se pautou na ética e na concretização de projetos transformadores,  atuou como líder e gestor com visão estratégica e planejamento, se cercando de equipes técnicas e engajadas nas causas do desenvolvimento justo e equilibrado do nosso Estado. Montou seu governo com uma equipe incansável e competente, unida e responsável, que priorizava os interesses da comunidade gaúcha.

Ético e conciliador, sempre pronto ao diálogo, deixou um legado que todos os gaúchos se orgulham como a implantação do Pólo Petroquímico, a Trensurb e a duplicação da ponte do Rio Guaíba. Articulou e viabilizou a restauração de vários prédios culturais como o teatro São Pedro, Casa de Cultura Mario Quintana (que queriam demolir), Usina do Gasômetro e o Palácio das Hortênsias. Implantou muitos projetos ambientais, entre eles a criação do centro de Bio tecnologia , do projeto Rio Guaíba (para despoluição dos rios e da bacia do Guaíba), repovoamento de espécies nativas em várias áreas do Estado e introduziu a truta nas águas dos rios da Serra.

Na área da educação entre muitas ações, garantiu o piso de dois e meio salários mínimos aos professores. Na busca de abrir o mercado do Estado ao comércio internacional, foi o primeiro governador a visitar oficialmente a China, e os emergentes países ” tigres asiáticos” com o grupo de empresários, iniciando acordos comerciais bilaterais que se concretizaram e beneficiaram todos os gaúchos. Na área de energia, com pioneirismo, estabeleceu como meta de seu governo o estímulo à produção e industrialização da cana-de-açucar e seus derivados, através da implantação de projetos para utilização do álcool, etanol e o biodiesel como energias renováveis. Estimulou a implantação de usinas de carvão, como Candiota.

O gabinete da Primeira Dama teve entre seus muitos projetos sociais, o Projeto Pró-creche, deixando prontas e até hoje em funcionamento mais de 130 creches por todo o Estado, com o apoio das comunidades locais, prefeituras e da iniciativa privada (modelo de PPPs). Muitos outros projetos concretizados poderiam ser citados, mas o principal é que mesmo diante de um cenário político explosivo, com a transição de uma ditadura para um regime democrático, seu governo de transição foi pautado na democracia, na conciliação e na realização do bem comum.

O que marcou seu governo foi a superação dos problemas através do diálogo e de muito trabalho, construído com todos os setores da sociedade gaúcha. Como resultado da aprovação popular de seu governo, foi dos poucos governadores que elegeu seu sucessor. Na vida privada continua presente nos nossos corações nos transmitindo todos os valores humanos de ética, generosidade, moral, amor e  união.

Denise Souza Costa,

Advogada – Coordenadora do POA Solidária

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