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64% das roteiristas norte-americanas já foram vítimas de assédio

O ex-produtor cinematográfico Harvey Weinstein responde por acusações de crimes sexuais. (Foto: Reprodução)

Quase dois terços. Esta é a perturbadora e avassaladora quantidade de mulheres roteiristas que já foram vítimas de assédio sexual em seus locais de trabalho, apontou um estudo encomendado pelo WGA (Sindicato de Roteiristas dos Estados Unidos). Onze por cento dos homens também revelaram que sofreram assédio e que diversos membros do sindicato já presenciaram algum tipo de conduta reprovável do tipo.

Os líderes do Writer’s Guild enviaram uma cópia da análise, conduzida a partir do depoimento de mais de 2000 membros da entidade, para todos os associados como uma forma de tornar o problema público e, consequentemente, trazê-lo à luz para que a questão seja debatida e neutralizada. De acordo com o sindicato, o perturbador estudo mobilizará a instituição de novas medidas para prevenir e impedir novos assédios sexuais dentro do WGA. O sindicato também objetiva promover maior igualdade dentro das salas de roteiristas, empoderando as mulheres no processo.

O alarmante resultado é apenas mais um indicativo do lado mais sórdido da indústria cinematográfica, escancarado no final do ano passado e início de 2018 com a ascensão do movimento #MeToo e a revelação dos crimes sexuais cometidos por algumas das principais figuras de Hollywood, tais como o ex-produtor Harvey Weinstein – que pode ser condenado à prisão perpétua – e Kevin Spacey. Assim como inúmeros outras associações, o sindicato é mais uma entidade que se movimenta para criar normas de conduta de maneira a evitar assédios e abusos, proteger a integridade de todos os seus funcionários, principalmente as mulheres, e fomentar a representatividade nos locais de trabalho de Hollywood.

TV

A rede americana de televisão americana CBS anunciou na segunda-feira (30) que selecionará assessores externos para investigar as acusações de assédio sexual contra seu CEO, Leslie Moonves, mas se negou a tomar medidas imediatas sobre seu destino.

Moonves, que após se juntar à rede em 1995 a transformou em um imã de altas audiências, é um dos homens americanos mais poderosos envolvidos na era #MeToo, que no ano passado implodiu a carreira de Weinstein.

Seis mulheres, entrevistadas pela revista The New Yorker, afirmam terem sido vítimas do CEO. Quatro delas disseram que ele as tocou ou beijou à força enquanto as outras duas afirmam ter sido intimidadas fisicamente ou com ameaças de que suas carreiras seriam arruinadas. Os fatos teriam acontecido entre a década de 1980 e os anos 2000.

Moonves admitiu ter feito avanços sobre as mulheres “há várias décadas”, mas negou tê-las assediado sexualmente. Em uma reunião, a junta diretora decidiu adiar a junta geral de acionistas, prevista para 10 de agosto, para uma data posterior sem especificar.

Os diretores não tomaram nenhuma decisão em relação a seu CEO, que permanecerá à frente do grupo ao menos até a publicação dos resultados do segundo trimestre nesta quinta-feira (2).

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