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85% dos brasileiros vão usar o 13º salário para pagar as dívidas

Cerca de 94% dos entrevistados têm dívidas com o cheque especial e o cartão de crédito, que é a linha com maior número de débitos em aberto. (Foto: Reprodução)

Os consumidores devem usar o décimo terceiro salário deste ano para o pagamento de dívidas. Segundo a pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), as mais de mil pessoas entrevistadas pretendem pegar os recursos que serão liberados nos dias 30 de novembro (1ª parcela) e 20 de dezembro (2ª parcela) para saldar seus débitos. Neste ano, o número de dívidas cresceu para 4,94% em relação a 2016.

A pesquisa, coordenada pelo diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, mostrou que 85% das pessoas ouvidas vão pagar dívidas pendentes. Por conta disso, o percentual de consumidores que pretendem poupar parte do que sobrará de seu 13º salário para as despesas de começo do ano diminuiu.

Cerca de 94% dos entrevistados têm dívidas com o cheque especial e o cartão de crédito, que é a linha com maior número de débitos em aberto. A modalidade atingiu neste ano 51% do total (crescimento de 6,25% sobre 2016) contra 43% do cheque especial (elevação de 4,88% sobre 2016).

Estima-se que a economia brasileira receberá até dezembro uma injeção de mais de R$ 200 bilhões com o pagamento do 13º salário, representando aproximadamente 3,2% do PIB do país. Cerca de 83,3 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 2.251. As estimativas são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos Dieese).

Investimento

Outubro foi o mês dos investimentos em moedas internacionais. O dólar e o euro, que tiveram altas de 3,69% e 2,09% respectivamente, lideraram o ranking das aplicações do mês. Apesar da alta da moeda, especialistas advertem que a compra de dólar e euro em geral serve mais para proteção do patrimônio. Ou seja, se você tem uma dívida ou compromisso externo como um intercâmbio é indicado comprar a moeda.

O investimento de brasileiros no exterior por meio de fundos está crescendo aceleradamente este ano. Segundo dados levantados pela J.P.Morgan Asset Management, o patrimônio total de fundos brasileiros com investimentos globais passou de R$ 6,5 bilhões em fevereiro do ano passado para R$ R$ 10,6 bilhões em agosto deste ano, um aumento de 64%. Já o total de investidores nesses fundos subiu de 5.490 em fevereiro deste ano para 34.836, um aumento de mais de 500% no período.

“Em outubro, esse número já ficou perto de 50 mil cotistas”, afirma Giuliano de Marchi, responsável pela área de produtos para América Latina do J.P. Morgan. Ele participou do Congresso de Planejamento Financeiro 2017.

Hedge cambial

A maior parte desses investimentos novos foi feita com hedge cambial, que elimina os impactos da variação do dólar sobre os investimentos. Do total, 62,2% do patrimônio dos fundos globais tem hedge, bem mais que os 3,4% do volume financeiro de fevereiro de 2016. O que mostra que o brasileiro está disposto a diversificar suas aplicações no exterior, mas ainda não quer diversificar com moedas, o que é um pouco incoerente. Pesquisa feito pelo J.P. Morgan mostra também 59% dos investidores consultados preferem aplicações no exterior com proteção cambial.

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