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A Apple pode lançar três iPhones novamente em 2019

Empresa pretende fazer os lançamentos no terceiro trimestre. (Foto: Reprodução)

Em 2019, a Apple planeja lançar três modelos de iPhones, de acordo com o Wall Street Journal. Os rumores chegam uma semana após o “pior dia da era iPhone”, em que a Apple perdeu US$ 73 bilhões em valor de mercado e caiu de segunda para quarta empresa mais valiosa do Estados Unidos.

Os novos aparelhos seriam lançados no terceiro trimestre. Entre eles, estaria o sucessor do XR, mais barato e com tela de cristal líquido. Também seriam incluídos novos recursos de câmera, como lente tripla para os modelos mais caros e dupla nos outros dois menos sofisticados.

As vendas de aparelhos com telas de cristal líquido LCD foram abaixo do que o previsto, mas essa tecnologia está sendo pensada há meses e, por isso, não é tão fácil alterar os planos de fabricação da empresa.

Para 2020, a Apple estaria considerando abandonar completamente o LCD e mudar para as telas de todos os iPhones para diodo emissor de luz orgânico ou OLED que, apesar de mais caros, oferecem melhor contraste. Além do XR, as telas LCD foram instalada em versões anteriores, como modelos 7 e 8.

Para o WSJ, estas estratégias de programação e diminuição de preços são fundamentais para atrair consumidores, uma vez que o número de aparelhos vendidos pela empresa está globalmente estagnado.

Na Grande China, região responsável por 20% da receita total da Apple, dois grandes revendedores, J.Com e Suning, cortaram os preços devido às fracas vendas dos modelos 8, 8 Plus e do XR. Enquanto isso, a concorrência com as fabricantes locais é cada vez maior.

“Pior dia da era iPhone”

A notícia de que a Apple perdeu R$ 70 bilhões em valor de mercado após estimar receita mais fraca neste trimestre abalou o mercado. A surpresa da Apple para Wall Street veio no dia 2 de janeiro, quando divulgou uma carta assinada por Tim Cook em tom bem pessimista. E os resultados se refletiram já no dia seguinte.

A Apple havia dito aos investidores que esperava uma receita de entre US$ 89 bilhões e US$ 93 bilhões no primeiro trimestre de 2019. Mas no texto da carta, a empresa revisou essa estimativa para US$ 84 bilhões, 7,6% a menos.

Os analistas de Wall Street reagiram à notícia, em geral, com muitas críticas e reduzindo os preços-alvos. Alguns disseram que os problemas da Apple eram piores do que o antecipado, enquanto outros justificaram que a notícia expunha sérios problemas estruturais na empresa.

O analista da empresa de serviços financeiros Daniel Ives não mediu suas palavras, e armou que a carta assinada por Cook marcou “o pior dia da Apple na era iPhone”. “A magnitude da carta e a atitude de declarar a China como culpada foi espantoso e pesará fortemente sobre as ações”, disse ele.

O Goldman Sachs reduziu sua projeção de receitas do ano financeiro de 2019 em 6%, para US$ 253 bilhões. O banco disse que a Apple é mais sensível a mudanças macroeconômicas do que a maioria das empresas.

“Não vemos fortes indícios de uma desaceleração do consumidor em 2019, mas apenas alertamos os investidores de que acreditamos que as taxas de reposição da Apple sejam muito mais sensíveis à macroeconomia agora que a empresa está se aproximando da penetração máxima do iPhone [ou seja, já atingiu seu limite de mercado]”, armou a equipe de analistas no relatório do banco.

O Citi armou que o impacto das tensões comerciais entre os EUA e a China está sendo pior do que o esperado.
“Embora já vínhamos comentando sobre o impacto negativo das tensões comerciais entre EUA e China, que resultaram em queda na demanda por produtos da Apple no país asiático, ficamos realmente surpresos com as estimativas de vendas abaixo do esperado, além do impacto muito negativo da demanda chinesa por iPhones ”, disseram analistas do Citi.

O Bank of América Merrill Lynch acredita que as coisas podem piorar ainda mais para a Apple. “Embora as tensões comerciais com a China possam diminuir no primeiro semestre de 2019, a diminuição da demanda mais ampla e os ciclos de atualização mais lentos provavelmente pressionarão as as vendas de unidades ainda mais para baixo”.

Analistas da Wells Fargo disseram que “não é preciso dizer que os resultados negativos da Apple têm implicações derivativas de longo prazo”, destacando empresas como Intel e Broadcom como opções com bom potencial.

Outros analistas acrescentaram que têm sido cautelosos em relação à capacidade dos novos iPhone de impulsionar um ciclo de atualização, outros que a queda de vendas do iPhone é “severa” e sugeriram que a fraqueza “está principalmente nos novos modelos XS / XR”, mas que há “pontos com muito potencial” em serviços e tecnologia vestível, como o Apple Watch.

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