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A Argentina registra diversos atos em homenagem a Marielle

(Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio)

Na semana da efeméride de um ano da morte da vereadora carioca Marielle Franco (1979-2018), grupos de direitos humanos e coletivos argentinos e brasileiros realizaram uma série de homenagens em Buenos Aires. No dia 14, data de seu assassinato, a cidade amanheceu com placas de rua com o nome de Marielle Franco em vários locais públicos.

“Escolhemos os mais significativos para brasileiros, como a frente da embaixada, a estação Rio de Janeiro (no bairro de Caballito) e alguns ícones da cidade, como a avenida 9 de Julio e o Congresso”, contou Renata Benítez, do coletivo Passarinho.

Além das placas, foi lido um manifesto no Obelisco. “Desde a morte dela, estamos conversando com os grupos de direitos humanos locais sobre as bandeiras que ela representa, porque nossa intenção é que sua luta continue, por meio do ativismo”, diz Benítez.

Desde o ano passado, tem havido reuniões com os grupos tradicionais de direitos humanos argentinos, como as Mães e as Avós da Praça de Maio. Benítez conta que “não foi preciso explicar muito a importância da Marielle e a tragédia que foi o assassinato dela para que todo mundo aqui entendesse”, mas que os argentinos se identificaram principalmente por conta de o fato de ser mulher, negra e de que teria sido “um crime de Estado, e eles estão acostumados a protestar contra isso”, disse, em referência aos mortos, torturados e desaparecidos durante a última ditadura militar (1976-1983).

Neste sábado (16), foi inaugurado em San José, no município de Lomas de Zamora, na Província de Buenos Aires, um anfiteatro com o nome “Mujeres Latinoamericanas Marielle Franco”. O local fica numa praça pública e a inauguração, programada para as 10am contará também com um evento de ativistas de direitos humanos.

Além disso, uma vereadora da cidade de Buenos Aires já entrou com um pedido para que a estação Rio de Janeiro do metrô passe a chamar-se, definitivamente, “estação Rio de Janeiro – Marielle Franco”. O projeto irá a votação pelo parlamento local ainda neste semestre.

Álibi

Antes de serem presos, na terça-feira (12), pelo assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Queiroz foram ouvidos pela Delegacia de Homicídios da capital, e não apresentaram álibi para o dia em que o crime aconteceu.

Em depoimentos prestados há aproximadamente um mês, eles não souberam informar o que faziam entre 17h30min e 23h de 14 de março do ano passado, período em que se desenrolou a dinâmica da execução. No relatório do inquérito policial entregue à Justiça, consta que os dois afirmaram não se recordar de nada daquela data. O relatório destaca que, “como era esperado”, os acusados, que estão com prisão preventiva decretada, não deram explicações capazes de desfazer a suspeita que recai sobre ambos. Lessa é apontado como o autor dos disparos, e Élcio seria o motorista do carro usado no duplo homicídio.

Élcio, de acordo com o relatório, afirmou ter trabalhado no dia do assassinato de Marielle e Anderson pela manhã e à tarde. No entanto, disse não se lembrar do que fez após as 17h30min – alegou apenas que, normalmente, vai para casa por volta das 14h. Porém, na data do crime, antenas de telefonia detectaram o celular do ex-policial na Barra, no mesmo local em que estava o aparelho de Lessa.

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