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A atuação intensa dos filhos de Bolsonaro preocupa a equipe do presidente eleito

Carlos (E) é considerado o mais impulsivo dos irmãos com atuação política. (Foto: Reprodução/Instagram)

A atuação intensa dos filhos de Jair Bolsonaro preocupa integrantes da equipe do presidente eleito. Segundo a colunista Monica Bergamo, do jornal “Folha de S.Paulo”, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), é o que mais causa apreensão, desde a campanha eleitoral. Ele é considerado o mais tempestuoso dos três filhos que seguiram carreira política e também o mais propenso a gerar crises, ainda que permaneça distante do núcleo do futuro governo federal.

Carlos já se desentendeu com o advogado Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL e futuro secretário-geral da Presidência, e acaba de comprar briga com um dos parlamentares eleitos mais próximos do futuro presidente, Julian Lemos (PSL-PB).

No entrevero, o vereador do Rio de Janeiro pediu que Lemos “pare de aparecer atrás” do presidente eleito, “por algum motivo como faz sempre”.

Lemos, por sua vez, disse que prefere não comentar os ataques. Mas afirmou: “Fui forjado acompanhando, por quatro anos, a vida política de Bolsonaro, vendo seu exemplo e ouvindo seus conselhos. Sou soldado de primeira hora. Respeito a família, mas só sigo as orientações do presidente. Ele me lidera e só aceito o seu comando”.

Em uma postagem recente na sua contano Twitter, Carlos Bolsonaro também chegou a declarar que a morte do pai interessa a pessoas próximas, “principalmente depois da posse”. A declaração causou desconforto entre aliados, incluindo o vice-presidente eleito, ex-general Hamilton Mourão.

Já o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro fala demais, na opinião de auxiliares do presidente. É dele a declaração de que bastariam um soldado e um cabo para fechar o STF (Supremo Tribunal Federal), o que gerou uma crise com a Corte.

“Um amor de pessoa”

O filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro, eleito senador PSL-RJ, é considerado o mais maduro, ponderado e amistoso dos três. Ele é definido como “um amor de pessoa” por um político do círculo íntimo do presidente eleito.

Na última quinta-feira, no entanto, ele foi envolvido na notícia de que seu ex-assessor e policial militar Fabrício Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão, de forma atípica. E virou um dos assuntos mais comentados do Twitter.

O sargento Fabrício entrou na Polícia Militar em dezembro de 1987, e recentemente completou 35 anos de serviço, tendo conseguido reserva remunerada este ano – a decisão foi publicada em novembro deste ano. Na Alerj, Fabrício foi requisitado por Flávio para trabalhar em seu gabinete em 28 de março de 2007. Nunca mais saiu do lado do filho do presidente da República. Não só ele.

Além de Fabrício, sua mulher, Márcia Aguiar, e duas filhas, Nathália e Evelyn, também foram empregadas por Flávio Bolsonaro. Uma delas continua nomeada no gabinete.

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