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Avianca não oferece hospedagem a passageiros com voo atrasado

Passageiros não foram assistidos conforme determina a Anac. (Foto: Reprodução)

Um grupo de ao menos 15 pessoas com passagens compradas para o voo 6316 da Avianca Brasil, com destino a Recife tiveram uma surpresa dupla na noite do domingo de Páscoa (21). Eles não embarcaram nem receberam hospedagem da Avianca.

Eles não puderam embarcar no voo porque, segundo funcionários da companhia, a empresa precisou realocar passageiros de um voo anterior que havia sido cancelado. Além disso, foram informados de que teriam de esperar até a segunda-feira (22) para voar. A aérea, que está em recuperação judicial e cancelou mais de 1.000 voos até o próximo domingo (28), não ofereceu acomodação a eles, como deveria fazer segundo determinação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Funcionários da empresa disseram que a Avianca não tem oferecido mais hospedagem nesses casos porque os hotéis não têm aceitado as reservas da marca.

Reembolso

Ao menos em um caso, a empresa também ofereceu reembolso inferior ao valor pago pelo passageiro após o cancelamento do voo, o que é irregular.

Um passageiro que não quis se identificar teve seu voo de Guarulhos a Curitiba cancelado no dia 17 de abril. Ao pedir o reembolso da passagem, pelo site da Avianca, conseguiu reaver R$ 63 dos R$ 464 pagos pela viagem.

Seu voo de volta, marcado para segunda-feira (22), estava confirmado no site da companhia. No guichê da companhia no aeroporto de Curitiba, porém, funcionários da Avianca o informaram que o voo provavelmente seria cancelado por conta da redução da frota da empresa.

Procurada, a Avianca Brasil afirmou que não vai comentar os casos.

Recuperação judicial

A companhia aérea entrou em recuperação judicial em dezembro depois que empresas de leasing entraram na Justiça para retomar aviões e peças por inadimplência.

A Avianca conseguiu impedir na Justiça que os pedidos de reintegração de posse prosperassem até a assembleia geral de credores, realizada na no dia 5 de abril. A reunião aprovou o plano de recuperação, que foi homologado pela Justiça e não incluiu os débitos da marca com as empresas de leasing.

Os valores não pagos aos arrendadores superam R$ 1 bilhão, segundo pessoas familiarizadas com a situação.

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) chegou a negar no dia 8 de abril um pedido da empresa, feito na véspera, para que os arrendadores não pudessem retirar os equipamentos. A Avianca alegava que isso poderia inviabilizar a execução dos leilões de ativos da companhia, previstos no plano de recuperação.

Desde então, a perda das aeronaves se intensificou. No revés mais recente, a aérea concordou em devolver 18 aeronaves de sua frota, o que vai ser feito ao longo desta semana, causando mais de 1.000 cancelamentos de voos, aproximadamente 100 deles somente nesta segunda-feira.

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