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A Caixa abre programa de demissão voluntária. O objetivo é diminuir 3.500 funcionários

Os funcionários contratados haviam sido aprovados no concurso de 2014, mas até o momento não tinham sido chamados. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta sexta-feira (17) a funcionários do banco um PDV (programa de demissão voluntária) com objetivo de reduzir 3,5 mil postos, informou o banco.

Segundo a instituição estatal, o público alvo principal do programa são 28 mil funcionários que trabalham na matriz e em escritórios regionais do banco. O prazo para adesão ao PDV começa na segunda-feira (20) e vai até o começo de junho.

“Simultaneamente, o banco vai chamar aprovados em concurso em 2014”, afirmou a assessoria de imprensa do banco. Ainda não há uma estimativa de quantos serão contratados, mas a expectativa é de que até 25% desse público seja composto por pessoas portadoras de deficiência física.

O banco afirmou ainda que não há neste momento planos para fechamento de agências. A Caixa tem mais de 4,4 mil pontos físicos de atendimento no Brasil, e tinha 85 mil funcionários no final de 2018, o dado público mais recente.

A estimativa da instituição é de uma economia de R$ 716 milhões por ano, caso o número máximo de desligamentos seja atingido.

Segundo dados da Sest (Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais), no ano passado houve uma redução de 2.728 funcionários no quadro de pessoal da Caixa. Somente em 2018, houve uma redução de 13.434 pessoas no quadro das estatais através de programas de demissão voluntária ou de aposentadoria incentivada.

Benefícios

Os funcionários que aderirem ao PDV vão receber 9,7 remunerações base, limitado a R$ 480 mil, considerando como referência a data de 31/12/2018. O pagamento será realizado juntamente com as verbas rescisórias (férias, Licença Prêmio etc.) e pago em parcela única, sem incidência de Imposto de Renda e sem recolhimento de encargos sociais.

Os empregados optantes do Saúde Caixa que se aposentarem até 31/12/2019 e aderirem ao PDV terão a manutenção do plano. Nos demais casos de desligamento a manutenção do plano será por 24 meses sem a possibilidade de prorrogação.

Outros cortes

Em meio à orientação do governo federal de reduzir custos e gerar resultados, as estatais deverão enxugar ainda mais o quadro de funcionários em 2019. Levantamento feito pelo portal G1 a partir de informações do Ministério da Economia e das próprias empresas, aponta que o número de desligamentos no ano poderá passar de 25 mil.

A estimativa do governo é de um total de 21,5 mil desligamentos ao longo do ano somente com esses sete programas, o que poderá gerar uma economia com folha de pagamento da ordem de R$ 2,3 bilhões por ano.

O número não inclui o PDV anunciado em abril pela Petrobras, que pela lei não precisa de aval do governo para lançar programas de desligamento. Considerando também a expectativa de 4,3 mil demissões na petroleira, o total de desligamentos previstos no ano em estatais chega a 25,8 mil.

A lista das estatais envolvidas, entretanto, ainda não foi tornada pública. Segundo o secretário, a abertura de PDVs ou programas de aposentadoria incentivada é uma “decisão estratégica de cada empresa” e não cabe ao governo “queimar a largada”.