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A Caixa Econômica reduz os juros para financiar a casa própria. É o primeiro corte desde 2016. O banco também volta a financiar até 70% do valor de imóveis usados; o limite era de 50%

O tema está em debate no Senado. (Foto: Divulgação)

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta segunda-feira (16) que vai reduzir os juros e aumentar o percentual do valor a ser financiado para compra da casa própria. A taxa mínima cai de 10,25% para 9% ao ano. O percentual do valor a ser financiado sobe de 50% para 70%.

No ano passado, o limite para financiamento de imóveis usados foi de 60%, chegou a cair para 50% e, agora, aumentou novamente. A Caixa voltou a financiar até 70% do preço da casa ou do apartamento. Todas as mudanças começam a valer nesta segunda-feira. O banco informa que possui R$ 82,1 bilhões para o crédito habitacional para 2018.

Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, a redução das taxas de juros facilita o acesso à casa própria, além de estimular o mercado imobiliário e a geração de empregos. “Vai fazer com que se produza mais empreendimento na construção civil, ela vai fazer com que tenhamos mais financiamentos imobiliários e isso tem em instância final a geração de emprego e renda”, disse Nelson Antônio de Souza, presidente da Caixa.

A última redução de juros aconteceu em novembro de 2016, quando a Caixa anunciou redução de 0,25 ponto percentual ao ano para todas as linhas. A iniciativa, segundo consultores, pode aquecer o mercado de imóveis que está há bastante tempo a espera de compradores. Mesmo assim, economistas dizem que comprar um imóvel para pagar a longo prazo exige planejamento.

“O pegador de crédito deveria ter essa consciência, dinheiro ainda está caro. Sob esse ponto de vista é muito melhor ainda, por mais que a taxa de juros tenha caído, as pessoas se planejarem, fazerem as contas para tentar não antecipar esse credito, tenar poupar e para depois comprar o imóvel”, afirmou o economista José Kobori.

Juros

Um ano e quatro meses depois do início do corte dos juros pelo governo, a taxa cobrada pelos bancos no cheque especial praticamente não saiu do lugar. O comportamento foge à regra das demais linhas de crédito à pessoa física e também é atípico quando comparado às taxas do cheque especial no passado, em outros quatro ciclos de corte dos juros analisados pelo BC (Banco Central) desde 2002.

O BC mergulhou nos dados históricos de crédito para investigar como os bancos estão repassando as quedas da taxa básica de juros a consumidores e empresas. Nos últimos meses ganharam corpo críticas de que as instituições represaram o afrouxamento, o que teve como resultado taxas de mercado mais elevadas do que se poderia esperar com a Selic no piso histórico de 6,5% ao ano. A conclusão do BC é que as taxas cederam com a Selic, menos a do cheque especial.

Intervenção 

No caso dos juros do rotativo do cartão de crédito, o recuo só começou após a intervenção do BC, em março de 2017, quando a autoridade proibiu que as dívidas fossem roladas sem limite, gerando um efeito bola de neve. Quem não consegue pagar após um mês tem que ser direcionado para uma linha mais barata.

Na semana passada, a Febraban (federação dos bancos) anunciou ação parecida no cheque especial – correntistas endividados há mais de um mês terão a opção de mudar para outra modalidade de crédito mais barata, cortando a escalada do débito.

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