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A Caixa Econômica Federal vai emprestar menos dinheiro para as grandes empresas e mais dinheiro para os clientes de baixa renda

Ideia é levantar ao menos R$ 150 bilhões para novos financiamentos imobiliários. (Foto: Agência Brasil)

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que a instituição financeira vai emprestar menos para grandes empresas e focar os seus negócios em crédito para pequenas companhias e para habitação, que são a “vocação natural” do banco estatal.

Também definiu como prioridade uma melhor articulação com a outra grande instituição oficial de varejo  – o BB (Banco do Brasil) – para adotar medidas de corte de custos e para garantir que não haja sobreposição de atividades.

Outra frente de trabalho será na venda de participações em segmentos específicos de negócios da Caixa, como cartões e alguns ramos de seguridade, e o uso mais intenso da securitização de crédito imobiliário, inclusive com a participação de capital estrangeiro.

“A Caixa não pode ter mais de R$ 100 bilhões de créditos para grandes empresas”, ressaltou o dirigente. Ainda segundo ele, a prioridade será fazer operações com pequenas empresas e em segmentos como crédito consignado.

Nesta segunda-feira, serão realizadas no Palácio do Planalto as cerimônias de transmissão dos cargos dos presidentes da Caixa e do BB, que será comandado por Rubem Novaes. O evento ocorrerá de forma unificada e depois separadamente.

“Faremos uma redução de custos e racionalização de operações”, adiantou Guimarães, sobre o trabalho conjunto que pretende fazer com Novaes, do Banco do Brasil.

Segmento imobiliário

Na área imobiliária, outra prioridade, disse que já iniciou conversas com o BC (Banco Central) para aperfeiçoamentos na regulamentação que facilitem investimentos estrangeiros na securitização de crédito imobiliário. O objetivo, nesse caso, é fazer a reciclagem da carteira e levantar recursos para expandir as operações.

Guimarães afirmou que pretende realizar ainda este ano a abertura de capital da Caixa Seguridade, no primeiro semestre, e da Caixa Cartões, no segundo semestre. Para 2020, ficará a venda de participação minoritária da gestora de recursos do banco e das loterias.

O executivo reforçou que não há discussão sobre privatização do banco. De acordo com Guimarães, será vendida apenas participação minoritária dessas subsidiárias, mas não está definido em que percentual. Ressaltou, ainda, que pode ser criado um plano especial de compra de ações pelos funcionários da instituição financeira, mas não chegou a dar detalhes. Para ele, quando o funcionário tem uma participação na empresa, ele se empenha em oferecer um resultado melhor.

Guimarães afirmou também que o brigadeiro Mozart de Oliveira Farias pode ocupar uma das vice-presidências da instituição financeira. Segundo Guimarães, Mozart vai entrar no processo seletivo como outros candidatos.

Desde 2018, os vice-presidentes da Caixa vem sendo escolhidos por processo seletivo. O objetivo era blindar o banco de ingerência políticas. Quatro executivos foram selecionados em 2018 e assumiram o cargo. Outros quatro devem assumir neste ano.