Sábado, 18 de Janeiro de 2020

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Brasil A Caixa respondeu ao Itaú e o Bradesco e reduziu os juros para o crédito imobiliário

Redução de até um ponto percentual nas tarifas mínimas e máximas valem para financiamentos que usam a TR. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (8), redução de até 1 ponto percentual nas taxas de juros para os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos, que utilizam uma taxa pré-fixada mais a TR (taxa referencial). A menor taxa passou de 8,5% ao ano mais TR para 7,5% ao ano e a maior: de 9,75% mais TR  ao ano para 9,5% mais TR ao ano.  As novas taxas será válidas a partir da próxima segunda-feira (14).

As tarifas menores valem para linhas de crédito do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e do SFI (Sistema Financeiro Imobiliário). O SFH é voltado para os financiamentos de imóveis de menor valor e tem parte das unidades financiadas com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O SFI é destinado a imóveis mais caros, sem cobertura do FGTS.

A Caixa é o terceiro banco em menos de um mês que reduz as taxas do financiamento imobiliário em menos de um mês. O Itaú reduziu de 8,1% mais TR para 7,45% mais TR a taxa de juros mínima para a casa própria e o Bradesco de 8,20% para 7,30%.

As novas taxas da Caixa não valem para linhas de financiamento imobiliário que usam a inflação para correção. A linha que usa o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), anunciado em agosto. Nesse financiamento, a taxa mínima é o IPCA mais 2,95% ao ano e a máxima, o IPCA mais 4,95% ao ano.

Embora a Caixa Econômica ainda concentra cerca de 70% do mercado de crédito imobiliário no País, as taxas do banco não são necessariamente as mais baixas. Desde o ano passado, os juros cobrados pelos maiores bancos nas principais linhas de financiamento da casa própria têm se mantido bem próximos.

Vale lembrar que as taxas anunciadas pelos bancos são as mínimas, e que, para conseguir juros mais baixos, o tomador do crédito precisa quase sempre aceitar uma série de condições, sobretudo maior relacionamento com a instituição financeira. O nível e o tempo de relacionamento com o banco, valor do imóvel, bem como o perfil e renda do consumidor também costumam influenciar diretamente os juros cobrados pelos bancos.

Além da taxa de juros, devem ser considerados também na hora da escolha do financiamento os seguros obrigatórios, o sistema de amortização utilizado (SAC ou Tabela Price), além do pacote de serviços exigidos pelo banco para garantir a taxa ofertada.

Concorrência

As taxas cobradas pela Caixa Econômica Federal costumam balizar o mercado de crédito imobiliário, mas não são necessariamente as menores em todas as linhas de financiamento, sobretudo naquelas que não são subsidiadas pelo governo.

“Sempre a competição é importante. Acreditamos em competição, mas o que a gente faz é matemática. Levamos em conta as duas linhas, IPCA e TR. Achamos que o impacto no IPCA é mais relevante. Na linha com TR, 7,5% é a nossa menor taxa, muito próxima dos demais. Nossa grande aposta continua sendo no IPCA, que continua sendo uma linha inovadora que permite a securitização”, afirmou nesta terça o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que acrescentou que o banco não pretende reduzir as taxas da linha atrelada ao IPCA pelos próximos seis meses.

O presidente da Caixa afirmou que, em 29 dias úteis, já foram contratadas ou estão em andamento 9.850 operações de financiamento atrelado ao IPCA, no valor de R$ 1,96 bilhão. Por enquanto, a Caixa é o único banco que oferece essa modalidade.

Segundo dados do Banco Central, os juros médios de mercado para financiamento imobiliário no país foram de 8,9% ao ano em agosto (último dado disponível), ante 9,5% ao ano no final do ano passado e 11% no final de 2017.

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