Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > Governador gaúcho apresenta a reforma estrutural do Estado a líderes e presidentes de entidades empresariais

A campanha do presidenciável Ciro Gomes deve custar 40 milhões de reais

Ex-governador ainda se explica sobre polêmica envolvendo o ex-presidente. (Foto: Agência Brasil)

A equipe de Ciro Gomes (PDT-CE) calcula que ele gastará cerca de R$ 40 milhões na campanha presidencial, informa a colunista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo. O teto para candidatos que disputam a Presidência da República é de R$ 70 milhões, com acréscimo de R$ 35 milhões na hipótese de realização de segundo turno.

Nas campanhas para o cargo de deputado federal, foi fixado o teto de gastos de R$ 2,5 milhões. E, no caso dos candidatos a deputado estadual ou distrital, o valor máximo a ser gasto é de R$ 1 milhão.

Já para os cargos de governador de Estado e do Distrito Federal e de senador da República, os limites de gastos vão variar de acordo com o eleitorado da respectiva unidade da Federação. Por exemplo, nos Estados com até um milhão de eleitores, as campanhas para o governo estadual devem respeitar o teto de R$ 2,8 milhões.

A campanha eleitoral de cada candidato deverá seguir legislação específica acerca dos limites quantitativos para a contratação direta ou terceirizada de pessoal para a prestação de serviços referentes a atividades de militância e mobilização de rua.

Os quantitativos para as Eleições Gerais de 2018 foram calculados por unidade da Federação, em conformidade com a regra fixada pelo art. 100-A da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).

“Balé” das alianças

Após ver o bloco do Centrão fechar um acordo com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) para a corrida presidencial, o pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou que ainda espera fechar alguma aliança com outros partidos.

“Vamos ver o que escapa para mim desse balé, é muito cedo ainda. Embora esteja na cara do gol, os partidos todos praticamente decidiram que vão tomar suas deliberações no último dia”, disse o presidenciável, nesta segunda-feira em entrevista à TV Record de Santa Catarina exibida pela emissora nas redes sociais.

Ao falar sobre a necessidade de fazer alianças com partidos de diferentes ideologias, Ciro justificou “aceitar esse balé” pela necessidade de garantir governabilidade se eleito. “Eu tenho que aceitar esse balé. Às vezes a população não entende, tem muita razão para isso. Quem quiser conversar, eu converso, porque estou olhando a eleição, mas eu tenho que olhar o dia seguinte”, disse o presidenciável, dizendo que não quer ser eleito “ditador do Brasil” e que um presidente é obrigado a conversar com diferentes partidos.

“Débil mental”

Após ter chamado o candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, de “débil mental” em um grupo de WhatsApp, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, divulgou nota no domingo afirmando que não teria usado a expressão se soubesse que ela viria a público.

Segundo o ministro de Michel Temer, a mensagem a parlamentares do MDB e ao pré-candidato do partido, Henrique Meirelles, tratava de posições pessoais que ele deseja discutir com o partido.

“Admito que se soubesse que as mesmas se tornariam públicas não teria utilizado o termo ‘débil mental’ em relação ao Sr. Ciro Gomes, por reconhecer que, independentemente de minhas posições pessoais, um candidato a presidente da República deve ser publicamente tratado com o maior respeito”, afirmou Marun.

A nota de Marun não comenta outros trechos polêmicos da mensagem. Entre outras propostas, o ministro de Michel Temer defendeu uma forma de “leniência” ao caixa dois praticado em eleições passadas e a fixação de mandato para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Marun sugeriu a criação de uma corte constitucional para “dirimir conflitos” entre o STF e a Constituição, um conselho superior para controle externo das polícias e ainda avançou sobre a área social, ao recomendar o fim da gratuidade total aos pacientes no SUS (Sistema Único de Saúde).