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China vai comprar mais soja do Brasil e diminuir compras dos Estados Unidos

As principais quedas foram na soja (-3%) e no milho (-2%). (Foto: Jonas Oliveira/Fotos Públicas)

O economista da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, afirmou em entrevista ao Mercado & Cia, do Canal Rural, que a China vai continuar comprando soja em grande volume do Brasil e, em consequência, vai diminuir a demanda pelo produto norte-americano. Na pauta, o economista também analisou o tabelamento de frete e o futuro do preço do diesel.

Questionado sobre se o produtor rural brasileiro, por exemplo, o de soja, vai ter um ano melhor, José Roberto Mendonça de Barros afirmou: “Eu acho que sim. Ele já teve um ano bom em 2018 por causa da guerra comercial entre Estados Unidos e a China. Desde o ano passado, o Brasil exportou 70 milhões de toneladas de soja e os Estados Unidos só 8 milhões, quando normalmente ele exportava cerca de 40. Vai ter um acordo entre China e Estados Unidos. Esse acordo vai destravar um pouco das exportações de soja dos Estados Unidos para a China, entretanto, nós estamos convencidos de que os chineses nunca mais vão comprar aquele volume grande do país norte-americano porque perde-se a confiança. Nenhum país vai passar a depender da importação de alimentos, que é tema politicamente sensível, socialmente sensível, em qualquer lugar do mundo, de um país que muda a regra no meio do caminho. O que ocorreu no ano passado é que chineses ficaram tranquilos no abastecimento por causa do Brasil, Argentina e do Paraguai. Eu acho que eles vão continuar comprando muito da gente e relativamente pouco dos Estados Unidos.”

O governo vai solucionar a questão do preço do diesel? De qual maneira? A cotação vai subir ou não vai?

Vai acabar subindo, porque lá fora o petróleo tem subido e a taxa do dólar, que você mencionou há pouco, ela tá mais salgada. Não sabemos quando, tá em aberto, mas eu queria lembrar o seguinte: muito pior que o preço do diesel é a manutenção da tabela de frete, essa sim está machucando o setor desde o ano passado e aparentemente vai continuar. O preço do diesel pode até subir um pouco, mas a tabela é o problema. Ela realmente faz com que o preço fundamental para os agricultores que é o frete seja muito caro”, disse José Roberto Mendonça de Barros.

Fim do tabelamento

Sobre um possível fim para o tabelamento do frete, Mendonça de Barros afirmou: “Infelizmente, eu acho que não. Acho que ela vai ficar entre nós por mais algum tempo, infelizmente. E se o governo recuou (ao rever o reajuste do diesel) por essa ameaça de greve imagina o que aconteceria se a tabela fosse revogada, aí teríamos mais dificuldade. A tabela é um problema grave. Nós sabemos que no interior muita gente corre o risco de não cumprir a tabela, gera um preço muito alto. Agora, é uma dor de dente que vai continuar incomodando todos nós, especialmente, os agricultores.”

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