Últimas Notícias > Capa – Caderno 1 > Polícia localiza dois depósitos e apreende drogas na Região Metropolitana

A cidade gaúcha de Alvorada aparece em um relatório como a sexta mais violenta do País

Relatório estadual não detalha comportamento do indicador em relação a julho. (Foto: EBC)

Um relatório divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) em conjunto com o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) coloca Alvorada em sexto lugar no “Atlas da Violência” do País. Com base em informações de 2017, o município apresentou uma taxa de 112,6 homicídios para cada 100 mil habitantes no período.

Apesar de ser a única do Estado nesse “top 20” que não é motivo para qualquer tipo de orgulho gaúcho, outras cidades constam no documento, todas na Região Metropolitana de Porto Alegre: Gravataí (60 homicídios para cada 100 mil habitantes), Viamão (51,6), a própria Capital (47) e Sapucaia do Sul (40,8).

Se tomadas como amostra apenas as capitais, Porto Alegre é a décima-segunda mais violenta, com 47 homicídios a cada 100 mil habitantes. Na parte mais alta dessa lista está Fortaleza (CE). As conclusões têm como referência o Sistema de Informações sobre Mortalidade, mantido pelo Ministério da Saúde.

Em nível regional, o Rio Grande do Sul contabilizou 3.316 registros desse tipo de crime em 2017, com uma taxa de 29,3 casos para cada 100 mil habitantes – maior número em uma década. Esse “desempenho” coloca o Estado na oitava posição no ranking da violência, atrás de Bahia (7.487), Rio de Janeiro (6.416), Ceará (5.433), Pernambuco (5.419), São Paulo (4.631), Pará (4.575) e Minas Gerais (4.299).

O governo gaúcho questiona esse estudo, não por falta de credibilidade mas por desatualização. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os dados de 2017 do “Atlas da Violência” já não refletem mais a realidade.

“Alvorada vem apresentando queda nos índices de violência (…). Às vésperas da divulgação mensal dos dados estatísticos, a SSP registra novamente a tendência de queda nos crimes mais graves”, frisou o órgão, por meio de nota. “A projeção é de que, até o fim do ano, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes seja de 55,19, contra os 112,6 registrados em 2017. Queda de 50%.”

Quadro nacional

A lista publicada pelo Ipea e FBSP tem em seu topo Maracanaú (CE), com uma taxa de 145,7 homicídios para cada 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Altamira (PA), São Gonçalo do Amarante (RN), Simões Filho (BA), Queimados (RJ), Alvorada (RS), Porto Seguro (BA), Marituba (PA), Lauro de Freitas (BA) e Camaçari (BA).

De acordo com o Altas, o índice de homicídios no Brasil aumentou 4,2% em 2017, chegando a um recorde de 31,6 mortes para cada 100 mil habitantes. Em números absolutos, foram 65.602 assassinatos em 2017, número 4,9% acima do verificado no ano anterior.

A população jovem, de 15 a 29 anos, foi a principal vítima desse tipo de crime em 2017, com 35.783 mortos. Nessa faixa etária, os assassinatos foram a causa de 51,8% dos óbitos. O incidência foi de 49,4% entre pessoas de 20 a 24 anos e de 38,6% para o segmento de 25 e 29 anos.

O público masculino ainda representa a esmagadora maioria dos assassinados, com 94,4% do total. Mas a taxa de homicídio de mulheres cresceu acima da média nacional. Em 28,5% dos casos, o crime foi cometido dentro da casa da própria vítima, em incidentes envolvendo feminicídio e violência doméstica.

No mesmo Atlas consta a estatística de que para cada quatro vítimas de homicídio no Brasil em 2017, três eram negras. Houve um aumento na desigualdade racial nesse aspecto, em comparação com 2007 e 2017, já que a taxa cresceu 33,1% para os negros e 3,3% para os não-negros.

Somente entre os anos de 2016 e 2017, a taxa de homicídios de negros no Brasil cresceu 7,2%. Em números absolutos, 49.524 indivíduos identificados como negros foram assassinatos de negros em 2017.

Deixe seu comentário: