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A citação do nome do futuro ministro Onyx Lorenzoni em delação não é “elogiável”, mas não prejudica o governo, avaliou o general Augusto Heleno

Heleno disse que é preciso "aguardar os acontecimentos" e que "ainda não tem prova concreta". (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O futuro ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, avaliou nesta quarta-feira (05) que a citação de Onyx Lorenzoni, futuro titular da Casa Civil, na delação da JBS/Friboi não é “elogiável”, mas não prejudica a futura gestão. A declaração foi dada para o blog da jornalista Andréia Sadi.

Na terça-feira (04), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin mandou fatiar a delação de executivos do grupo J&F e instaurar procedimentos individuais de apuração de citações a dez parlamentares nos depoimentos dos delatores. Entre eles, está Onyx.

Questionado se a imagem do Palácio do Planalto poderia ficar comprometida após o caso, Heleno respondeu: “Olha, não é elogiável. Mas não considero prejudicial. O próprio ministro disse que é uma boa oportunidade para se explicar, o presidente também falou. Agora, não é uma notícia alvissareira”.

Segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, os dez citados na delação da JBS teriam sido beneficiados com caixa dois (doações não declaradas à Justiça), entre 2010 e 2014, de acordo com os delatores e tabela apresentada ao Supremo.

Heleno, um dos mais árduos defensores do combate à corrupção no governo Bolsonaro, disse que é preciso “aguardar os acontecimentos” e que “ainda não tem prova concreta”. Ele falou também sobre as declarações do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, que saiu em defesa de Onyx e declarou que o futuro colega de ministério tem a sua “confiança pessoal”.

“Ele tem credibilidade total, a palavra dele vale muito. Moro tem mais consistência para dizer e aprofundar sobre a delação. A declaração [de Moro] é atenuante”, declarou o general. Heleno, assim como Mourão e Onyx, vai ocupar um gabinete no Palácio do Planalto, no mesmo prédio que será utilizado por Bolsonaro.

Ministérios

Futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni anunciou a estrutura do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Serão 22 ministérios, sete a mais do que o prometido: 16 pastas ficarão na Esplanada, quatro no Palácio do Planalto e outros dois serão transitórios: AGU (Advocacia-Geral da União e BC (Banco Central) devem perder o status nos próximos meses, após mudanças legislativas.

Atualmente, o governo Temer tem 29 ministérios. A ideia inicial da equipe de Bolsonaro era diminuir para 15. Dos 20 indicados até agora para o primeiro escalão, 16 nunca foram sequer secretários estaduais ou municipais – e 15, entre os 20, jamais ocuparam cargos no Legislativo.

Os ministérios do futuro governo têm ainda a maior parcela de membros com origem nas Forças Armadas desde a redemocratização. À frente de sete pastas, os oficiais da reserva já ocupam 35% do primeiro escalão – até agora com 20 nomes anunciados. Há ainda ministros sem experiência política e no Executivo, mas que foram escolhidos por terem um perfil técnico.

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