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A colheita de soja no Brasil vai a 92% da área; chuva atrapalha no Rio Grande do Sul

O Brasil é o maior exportador mundial de soja. (Foto: Divulgação)

A colheita de soja da safra 2018/19 no Brasil avançou para 92 por cento da área até a última quinta-feira (18), alta de 4 pontos percentuais em uma semana, mas com chuvas no Rio Grande do Sul atrapalhando os trabalhos, informou a AgRural nesta segunda-feira (22). As atividades de campo estão concentradas basicamente no Estado gaúcho e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), regiões que tradicionalmente cultivam soja de ciclo mais tardio.

“No Rio Grande do Sul, as chuvas registradas nesta semana deixaram o ritmo um pouco mais lento, mas as produtividades seguem agradando. No Matopiba, o tempo mais firme desta semana favoreceu o avanço das colheitadeiras”, comentou a consultoria em boletim semanal. “Nesta reta final, a preocupação dos produtores da região [Matopiba] é com áreas que receberam muita chuva no início de abril, quando estavam entrando em maturação. O receio é de que, agora, na colheita dessas áreas, surjam problemas de qualidade causados por aquelas precipitações.”

Segundo a AgRural, a colheita nacional está ligeiramente acima dos 91 por cento de um ano atrás e também da média de cinco anos. A consultoria projeta produção total na temporada vigente de 114,6 milhões de toneladas. O Brasil é o maior exportador global da commodity.

Demanda por soja

Uma das maiores preocupações da demanda mundial por soja, a peste suína africana continua se espalhando pela China e causando ainda mais temores entre os suinocultores. O governo da nação asiática confirmou no final da semana passada que dois locais da província de Hainan, uma ilha na costa sul, confirmaram novos casos da doença e este era um local que autoridades acreditavam estar livre do contágio.

Com essas confirmações, nas cidades de Danzhou e Wanning, já é possível dizer, como noticiou a agência internacional Reuters, que todas as províncias do país já contabilizam casos da peste, desde a primeira notificação, em agosto de 2018.  O analista do mercado de animais Yao Guiling, da Guantong Futures, disse que a situação está fora de controle.  Nos primeiros três meses de 2019, a produção de carne de porco já apresenta uma redução de 5,2% em relação ao mesmo período de 2018, de acordo com números do Escritório Nacional de Estatíticas da nação asiática, e a projeção é de que continue caindo de forma significativa nos próximos meses.

Neste domingo (21), o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China informou que 146 porcos já foram mortos pela peste suína africana em seis fazendas da província de Hainan. E para o Rabobank, o número de animais mortos ou abatidos em todo o país durante a epidemia e ainda de acordo com seus especialistas, “não há oferta no mundo que possa suprir todo esse déficit”.

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