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A Colômbia escolhe substituto de Juan Manuel Santos neste domingo

Candidatos à presidência da Colômbia durante debate: Gustavo Petro, Iván Duque, Germán Vargas Lleras, Sergio Fajardo e Humberto De La Calle (Foto: Reprodução)

Os colombianos votarão neste domingo (27) para escolher seu novo presidente, que irá substituir Juan Manuel Santos. As pesquisas indicam vantagem do candidato da direita, mas com a necessidade de um segundo turno. A diminuição da desigualdade, o combate ao narcotráfico, as paz com grupos armados e o controle das fronteiras estão entre os principais desafios do novo presidente da Colômbia.

O ambiente político no país está polarizado. De um lado, a direita está representada pelo “uribista” Iván Duque, à frente nas pesquisas. De outro, a esquerda tenta eleger o ex-guerrilheiro e ex-prefeito de Bogotá, Gustavo Petro.

Outros três candidatos são: Sergio Fajardo, ex-prefeito de Medellín (centro); Germán Vargas, ex-vice-presidente (centro); e Humberto De La Calle, ex-negociador de paz com as Farc (centro-esquerda). Nenhum deles parece ter a capacidade de superar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno. Nesse caso, eles teriam que se enfrentar em um segundo turno em 17 de junho.

Segundo a última pesquisa empresa Invamer, divulgada em 19 de maio, Duque tem uma vantagem de 12 pontos percentuais sobre Petro, a quem derrotaria em um segundo turno. O candidato do ex-presidente Uribe aparece com 41,5% das intenções de voto, enquanto Petro sai com 29,5%. Os outros candidatos são Sergio Fajardo (16,3%), Germán Vargas Lleras (6,6%) e Humberto De La Calle (1,9%).

A votação será realizada das 8h às 16h do horário local (10h e 18h, pelo horário de Brasília). Os colombianos no exterior já estão votando desde a última segunda-feira (21). Pela primeira vez na história do país, segundo a agência Efe, quatro mulheres são candidatas a vice-presidente e têm a possibilidade real de alcançar o cargo. As eleições primárias de março, em que foram definidos os candidatos presidenciais, foram marcadas por um problema na distribuição dos cartões eleitorais e denúncias de falta de transparência.

O novo presidente colombiano terá entre suas principais tarefas manter o ritmo da economia e diminuir a desigualdade social. Rica em minerais, biodiversidade e pedras preciosas, a Colômbia é também um dos países mais desiguais do continente, superada apenas pelo Haiti e por Honduras. A pobreza afeta 17% dos 49 milhões de habitantes, com picos de 36,6% nas regiões mais isoladas, particularmente nas áreas rurais, segundo dados oficiais.

“O novo presidente da Colômbia enfrentará a decisão de implementar ou não o acordo”, disse à AFP Cristian Rojas, diretor do Programa de Ciência Política da Universidade de La Sabana. Contudo, os pontos estruturais do pacto dificilmente poderão ser alterados.

Iván Duque, que aparece com vantagem nas pesquisas, é um crítico ferrenho do processo e promete reformar o acordo. Seu partido considera que ele garante “impunidade” aos responsáveis por crimes graves. Primeiro, o grupo tinha falado de “rasgar” o pacto, mas depois sugeriu reformá-lo. Já Petro diz que vai respeitar o acordo, mas defende reformas sociais para a garantia da paz.

O novo presidente eleito também deverá levar adiante as negociações de paz com a ELN reconhecido pelo governo como o último grupo rebelde. As conversas com a guerrilha estavam suspensas desde janeiro, após uma série de atentados atribuídos ao grupo, mas foram retomadas em maio, desta vez em Cuba e não mais no Equador.

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