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A Colômbia fechou parte da fronteira com a Venezuela por dois dias para “avaliar danos”

Guaidó está na Colômbia para a reunião do Grupo de Lima. (Foto: Reprodução/Twitter)

O diretor-geral da agência alfandegária da Colômbia, Christian Krüger Sarmiento, anunciou no sábado (23) o fechamento de todas as passagens fronteiriças com a Venezuela no departamento de Norte de Santander, nos dias 24 e 25 de fevereiro, para avaliar os danos causados durante o envio de ajuda humanitária.

Norte de Santander é um dos 32 departamentos (o equivalente a estado no Brasil) no nordeste da Colômbia. A capital do departamento é Cúcuta, que fica a cerca de 550 km de Bogotá.

“A medida, que foi tomada pelo presidente da República, Iván Duque Márquez, obedece à necessidade de avaliar os danos causados às instalações governamentais estabelecidas na região de fronteira de Norte de Santander”, afirmou Krüger em comunicado.

Segundo o diretor-geral, o fechamento ocorre também para “realizar os consertos necessários para a correta prestação dos serviços, após os incidentes registrados durante a passagem das ajudas humanitárias para a Venezuela”.

O chefe da autoridade migratória colombiana disse que o fechamento começou à meia-noite deste domingo (24) e se estenderá até segunda-feira (25).

Os confrontos na fronteira com a Venezuela deixaram 285 feridos e 37 pessoas hospitalizadas, segundo o governo da Colômbia. Mais de 60 militares venezuelanos desertaram e pediram refúgio na Colômbia. Dois caminhões com ajuda humanitária foram queimados em solo venezuelano.

Os pontos nos quais se restringirá a passagem serão as pontes Internacionais Simón Bolívar, Francisco de Paula Santander, La Unión e La Unidad. “Fica de fora da restrição o trânsito nos postos de controle fronteiriço habilitados no departamento de Norte de Santander por razões de caso fortuito ou força maior”, afirmou Krüger.

Onde ficam as pontes

Capital do departamento colombiano de Norte de Santander, Cúcuta se liga à cidade venezuelana de San Antonio, no estado de Táchira, pela ponte internacional Simón Bolívar.

A ponte Francisco de Paula Santander une Cúcuta com a cidade de Ureña. A La Unión é uma estrutura menor entre a cidade colombiana de Porto Santander, vizinha a Cúcuta, e a venezuelana Boca del Grita.

A ponte La Unidad foi concluída em 2016, mas até hoje não foi aberta para tráfego.

Guaidó

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, insistiu que os militares venezuelanos deixem de obedecer ao regime de Nicolás Maduro. “Vocês não devem lealdade a quem queima comida na frente de famintos”, afirmou o líder oposicionista em discurso em Cúcuta (Colômbia) no sábado (23).

“[Os militares] não devem nenhum tipo de obediência a quem, com sadismo, decide que não entre ajuda humanitária para o país”, afirmou Guaidó, que é presidente do Parlamento venezuelano.
O opositor de Maduro também anunciou que participará na segunda-feira (25) da reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, “para discutir possíveis ações diplomáticas” contra Maduro. O grupo reúne 13 países, inclusive o Brasil, que não reconhecem o governo de Maduro.

O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, representarão o País no encontro. Os outros países do Grupo de Lima são: Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru.

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