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A defesa do brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, recorreu da decisão da Justiça japonesa que negou a liberdade do executivo sob fiança

O brasileiro está preso desde 19 de novembro em Tóquio, capital do Japão. (Foto: Reprodução)

Os advogados de Carlos Ghosn, preso desde novembro no Japão, recorreram da decisão da Justiça de negar liberdade sob fiança ao seu cliente, informou o Tribunal de Tóquio nesta quinta-feira (17).

Alvo de três acusações por abuso de confiança e violação das leis financeiras, Ghosn ficará em prisão provisória pelo menos até 10 de março, a não ser que o recurso apresentado altere a decisão de primeira instância comunicada na terça-feira (15).

Para manter o brasileiro preso, a Justiça alegou risco de fuga, assim como de ocultação ou destruição de provas. O principal advogado do ex-presidente da Nissan disse anteriormente que discorda da alegação do tribunal. Com acusações mais leves, o então braço direito de Ghosn, Greg Kelly, teve seu pedido de liberdade sob fiança aceito em 25 de dezembro.

Julgamento deve levar meses

Na semana passada, Ghosn falou pela primeira vez à Justiça e negou todas as acusações contra ele. “Fui injustamente acusado e injustamente detido com base em alegações sem mérito e sem fundamento”, afirmou o executivo na audiência.

Na quarta-feira (16), o governo francês, primeiro acionista da Renault, pediu a convocação do conselho de administração da montadora para escolher um sucessor para Carlos Ghosn. Com a provável saída da Renault, ele perderá seu último cargo de executivo em montadoras. Nissan e Mitsubishi já o destituíram do posto de presidente de seus conselhos administrativos no final de novembro, pouco depois de sua detenção.

As acusações contra Ghosn

O ex-presidente de Nissan, de 64 anos, está preso em Tóquio devido às suspeitas de que cometeu irregularidades relacionadas com a declaração do seu salário e com a gestão dos seus bens enquanto estava à frente da montadora.

Ghosn foi acusado de omitir rendimentos nos relatórios financeiros da Nissan entre 2010 a 2018. Além disso, o executivo teria empurrado US$ 16,6 milhões em gastos pessoais para as contas da empresa.

Ainda há um processo da Nissan contra Ghosn pelo uso de bens da empresa em benefício próprio. Imóveis de luxo em pelo menos quatro países diferentes teriam sido comprados e reformados para uso do executivo e de sua família. Um deles fica em uma área nobre do Rio de Janeiro.

Quais os próximos passos?

A Justiça ainda não decidiu se aceitará as duas últimas acusações dos promotores contra Ghosn, tornando-o réu. Se isso acontecer, a previsão é de que o julgamento ocorra em meados deste ano e ele pode ser condenado a até 15 anos de prisão.

No início do ano, Ghosn começou a ser interrogado pela Justiça. Ele deixou de comparecer ao segundo dia de audiência, alegando estar com febre alta. Na véspera, um pedido de liberdade para o brasileiro foi negado pelo tribunal.