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A direção do MDB decidiu não apoiar oficialmente nem Bolsonaro e nem Fernando Haddad no segundo turno

Anúncio foi feito por Romero Jucá. Senador lamentou não ter sido reeleito. (Foto: Agência Brasil)

O presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá (RR), anunciou que o partido decidiu não apoiar Jair Bolsonaro (PSL) e nem Fernando Haddad (PT) na disputa do segundo turno para Presidência da República. A decisão foi comunicada nessa nessa quinta-feira, em entrevista coletiva no salão de eventos de um hotel de Brasília.

“Conversei com a maioria do partido, a bancada federal da Câmara também foi consultada, e nós estamos tomando uma posição de neutralidade”, declarou Jucá. “Não vamos apoiar nenhum dos dois candidatos. Estamos liberando os membros do MDB para votarem de acordo com a sua consciência.”

Questionado se a decisão foi aprovada pelo presidente Michel Temer, Jucá disse que se reuniu com ele, mas que a decisão ficou a cargo da cúpula da legenda: “Eu conversei com a maioria do partido, com a maioria da executiva e conversei com o presidente Temer. Ele aprovou a posição do partido. Não é uma decisão dele, é do partido”.

No primeiro turno, o MDB – partido do presidente Michel Temer – lançou um candidato próprio: o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Ele ficou em sétimo lugar, com apenas 1,2% dos votos válidos.

Nesta semana, diversos partidos decidiram o posicionamento para o segundo turno. A maioria, como o MDB, optou pela neutralidade.

Situação

Ao voltar para o seu gabinete após a entrevista coletiva, Jucá se abraçou emocionado a assessores e alguns não esconderam o choro. O motivo: o senador de Roraima não conseguiu se reeleger no pleito deste ano. “Foi uma eleição muito dura, perdi por 496 votos”, lamentou.

Conhecido por ter ocupado o cargo de líder no Senado de “todos os governos”, Jucá agora critica a prática de loteamento de cargos na Esplanada por apoio no Congresso. Disse que isso não deu certo nos governo da presidente cassada Dilma Rousseff, e nem na gestão de Temer.

“A prática de construir maioria com ministérios faliu”, acrescentou. “Eu sempre fui contra o loteamento de cargos. Tem que colocar pessoas preparadas, não discriminando políticos. Não deu certo com Dilma e nem com Temer.”

Réu no STF (Supremo Tribunal Federal) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Jucá disse que, pessoalmente, também terá de se adequar a uma nova realidade, sem mandato. “A partir de janeiro, quando vence o meu mandato, terei que procurar um trabalho, porque, ao contrário do que diz a imprensa, não sou um homem rico”, garantiu.

Segundo a sua declaração de bens encaminhada à Justiça Eleitoral, o parlamentar tem um patrimônio total de R$ 194,8 mil em dinheiro-vivo e depósitos bancários. Em 2010, quando se elegeu para o mandato atual, ele declarou patrimônio de R$ 607,9 mil.

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