Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019

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Leandro Mazzini A disputa de 2020

Perder prefeituras em 2020 é alto risco para o projeto de reeleição de Bolsonaro em 2022. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Os bolsonaristas que cuidam da criação de um novo partido para acolher o presidente Jair Bolsonaro e seu séquito debatem o risco de não disputarem o pleito de 2020. É notório o demorado processo de oficialização da legenda – que pode durar de dois a três anos – e a presença do ex-presidente Lula da Silva nas ruas, em forte campanha diária a partir de agora, pode transformar a onda bolsonarista de 2018 em marolinha ano que vem. Perder prefeituras para uma eventual ascensão municipalista do PT, com Lula como megafone nacional, é alto risco para o projeto de reeleição de Bolsonaro em 2022.

Plano A

Há corrida contra o tempo, nos estudos entregues ao presidente, para legitimar o futuro partido. Como mandar para as ruas a militância digital que ajudou a eleger o capitão.

Plano B

Empresários aliados de Bolsonaro se desdobram em planos. Luciano Hang, dono das Lojas Havan, cogita mandar para as ruas parte de seus funcionários atrás de assinaturas.

Plano C

O resgate do registro de um antigo partido, com processo há meses nas mesas do Tribunal Superior Eleitoral, pode ser a saída de emergência para Bolsonaro.

Desliga tudo!

Aconteceu durante a Cúpula dos chefes dos países do BRICS em Brasília. Os órgãos de inteligência do Governo orientaram os ministros palacianos, a equipe presidencial e altos oficiais – além da família Bolsonaro – a desligarem o wifi e Bluetooth dos celulares. É o medo de espionagem, em tempos de alta tecnologia.

Staff bélico

Causaram curiosidade as dezenas de caixas lacradas, em aviões militares no staff dos presidentes da Rússia e China, que desembarcaram – de dia e de noite – na base aérea de Brasília. É a praxe, é rotina para chefes de Estado do naipe, terem sua segurança tecnológica por perto – inclusive, claro, os códigos de ogivas nucleares.

Perto de Jair

O ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) trabalha a hipótese de ingressar nas fileiras bolsonaristas para disputar a prefeitura do Recife. O presidente não tem, ainda, um nome forte para o pleito do ano que vem. Mas se houver novo partido a tempo para Mendoncinha, ou se alguma legenda aliada do Planalto oferecer a vaga.

Vendeta

Aliás, ter um nome bom para tentar vencer o futuro candidato do PSL de Luciano Bivar, na sua casa no Recife, virou uma das prioridades eleitorais de Bolsonaro.

Barba 2.0

Os ventos supremos que sopram em Brasília trazem cheiro de anulação da condenação de Lula da Silva, a priori numa Turma dos STF. Seria o pontapé para a candidatura.

Cadê vocês?

Solto a exemplo de Lula, o ex-senador e ex-governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB) – que ficou em sala cela – está mudo em casa, perto do quartel dos bombeiros onde ficou detido. Espera a visita dos ‘aliados’ que o abandonaram na cadeia.

Diploma universal

Com boa entrada no atual Governo, aliadíssimo, o grupo Universal, controlado por Edir Macedo, entrou no ramo dos diplomas universitários. Lançou uma faculdade grande, em Brasília, como ‘laboratório’ para possível ascensão nacional.

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