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Disputa para substituir primeira-ministra esquenta Reino Unido

Com saída de May, dúvida é sobre o tamanho do desastre no Reino Unido. (Foto: Reprodução)

A disputa para substituir Theresa May como primeira-ministra do Reino Unido conta com cinco candidatos rivalizando pelo cargo, cuja principal tarefa é encontrar uma maneira de liderar um país dividido para fora da União Europeia.  May anunciou a renúncia na sexta-feira, após não conseguir entregar o Brexit, aumentando a perspectiva de um novo líder que possa buscar uma ruptura mais polarizada com a União Europeia, o que pode levar a conflitos com o bloco ou uma possível eleição parlamentar.

O ministro britânico da Saúde, Matt Hancock, tornou-se o último a se juntar à disputa para substituir May, depois do ex-ministro de Relações Exteriores, Boris Johnson, o atual ministro dessa pasta, Jeremy Hunt, o secretário de Desenvolvimento Internacional, Rory Stewart, e a ex-ministra do Trabalho e Aposentadoria Esther McVey.

Imagina-se que por volta de uma dúzia de candidatos no total esteja considerando a liderança. O ministro do Comércio britânico, Liam Fox, e o ex-ministro do Brexit Steve Baker não descartaram a hipótese ao serem questionados no sábado.

Em três tentativas, May falhou ao tentar aprovar seu acordo de saída da UE no parlamento por causa de divisões profundas e de longa data no Partido Conservador em torno da União Europeia. Isso significa que a data original de saída, em 29 de março, foi estendida até 31 de outubro, na esperança de que algum acordo seja concretizado até lá.

Todos os candidatos afirmam que podem ter sucesso onde May falhou, embora a União Europeia tenha afirmado que não renegociaria o tratado firmado com May.

A maioria dos veículos de imprensa do Reino Unido e dos analistas políticos afirma que Boris Johnson é favorito para sucedê-la no partido. Sem novas eleições, ele assumiria o país; com elas, se os conservadores vencerem, idem. Ninguém sabe o que pode vir depois.

May não conseguiu aprovar o seu plano de saída do Reino Unido da União Europeia e se recusou a pensar na hipótese de um rompimento unilateral. Johnson foi uma das principais vozes em favor do Brexit e anuncia que o desligamento se dará com ou sem acordo.

Tudo indica que esse caso entrará para a história como exemplo do desastre a que pode conduzir a fantasia nacionalista. Uma maioria apertada fez uma escolha que necessariamente vai encolher o país – encolhimento que tem grande chances de ser também territorial. Abre-se de novo a vereda para um referendo que pode levar à independência da Escócia.