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A entidade máxima do futebol não registrou nenhum teste positivo para doping durante o Mundial na Rússia

Foram reunidas 2.761 amostras antes do início da competição e outras 626 durante o torneio, incluindo 108 recolhidas em dias sem jogo. (Foto: Reprodução)

A poucos dias antes da final do Mundial, que será disputada entre França e Croácia neste domingo (15), a entidade máxima do futebol divulgou um relatório em que garante: a competição entra em sua reta final sem qualquer registro de doping. Segundo a entidade, foram analisadas desde janeiro quase 4 mil amostras colhidas de atletas de todas as seleções participantes. Nenhuma delas apontou uso ilegal de substâncias proibidas.

Para exemplificar o volume de testes antidoping, a entidade máxima informou que os jogadores das quatro seleções semifinalistas – França, Bélgica, Inglaterra e Croácia – foram submetidos, em média, a 4,41 testes cada um desde janeiro. Alguns desses atletas foram testados até oito vezes, mais de uma por mês em média.

A entidade informou ter realizado cerca de dois mil testes antidoping, a maioria deles de forma surpresa, com apoio de confederações continentais e agências anti-doping de cada país. Isto resultou, desde janeiro, em um total de 3.985 amostras – sendo 1,9 mil de urina, e o restante a partir do sangue.

Deste total de amostras, mais de 3 mil ocorreram em visitas não anunciadas do fiscal antidoping, seja antes ou durante o período de competição.

“O programa de testes realizado neste ano foi o mais amplo já conduzido para um Mundial”, afirmou a entidade em comunicado. “Um pool preliminar de testes incluiu mais de 1,5 mil jogadores que eram potenciais participantes da competição. Além dos testes conduzidos diretamente, cada agência nacional antidoping e suas respectivas confederações deram assistência na rotina de testes.”

O desempenho físico da seleção da Rússia, que superou a quilometragem de todos os adversários em sua impressionante campanha até as quartas de final, trouxe questionamentos de possível uso de doping. Nas quartas de final, contra a Croácia, jogadores foram flagrados cheirando amônia antes da prorrogação, para aumentar a dilatação dos pulmões. O artifício não é proibido pelo código da Wada (Agência Mundial Antidoping), mas especialistas alemães criticaram o método e disseram que sua permissão deveria ser revista.

Segundo o relatório da entidade máxima, apenas um “resultado analítico adverso” – jargão que indica a presença de uma substância vetada pela Wada – foi encontrado ao longo dos testes. A entidade informou, no entanto, que tratava-se de um caso em que o atleta tinha permissão temporária para uso da substância em questão. Nem a substância, nem a identidade ou nacionalidade do atleta foram revelados.

Além disso, as análises realizadas em laboratórios da Wada encontraram três “resultados atípicos” que exigiram uma investigação mais aprofundada, mas que no fim das contas não foram classificados como “resultado analítico adverso” nem como doping. Ainda segundo a entidade, houve dois casos de “exceção para uso terapêutico” – isto é, quando um atleta é autorizado, por questões de saúde, a usar uma substância que poderia, em outros casos, configurar doping. Novamente, a identidade ou nacionalidade dos atletas não foram divulgados, tampouco a substância.

A entidade máxima do futebol informou também que seu programa de testes foi “complementado pelo uso do passaporte biológico” dos atletas. O programa, mantido pela Wada, reúne informações de resultados de exames antidoping de cada atleta em competições nacionais e internacionais, a fim de verificar qualquer anomalia em seu nível hormonal no longo prazo.

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