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A explosão de um carro-bomba em uma escola da polícia deixou mortos na Colômbia

A polícia de Bogotá postou foto do local. (Foto: Reprodução/Twitter)

Um carro explodiu nesta quinta-feira (17) em uma escola da polícia da Colômbia. O Ministério da Defesa, citado pelos meios locais, afirmou que 9 pessoas morreram e 54 ficaram feridas na Academia de Polícia General Santander. O presidente Iván Duque classificou o incidente como “ato terrorista”. Autor já foi identificado.

Primeiras versões

O jornal “El Tiempo” informou que as primeiras versões sobre o caso indicavam que um homem chegou dirigindo um veículo utilitário até a porta da escola. Na entrada, um cão farejador detectou o perigo e, quando os agentes tentaram impedir o carro, ele acelerou e atropelou um dos vigias.

Em seguida, avançou em alta velocidade por pouco mais de 200 metros e explodiu quando passou perto do alojamento das mulheres na escola. Uma fonte policial disse ao jornal que o motorista está entre os mortos.

Pouco antes de o carro explodir, era realizada uma cerimônia de promoção de cadetes. Imagens postadas nas redes sociais mostram restos de um carro calcinado.

Testemunhas afirmaram que ouviram uma forte explosão que destruiu janelas de edifícios perto do local.

Segundo os primeiros relatos, um motorista chegou na portaria da escola, foi interceptado pelo controle de segurança e acelerou o carro, que teria batido contra uma parede.

Autor identificado

O governo colombiano identificou José Aldemar Rojas Rodríguez como autor do atentado à Academia-Geral de Polícia Francisco de Paula Santander, em Bogotá, no qual pelo menos nove pessoas morreram e 54 ficaram feridas. O anúncio foi feito, na tarde desta quinta em pronunciamento oficial transmitido pelas redes sociais.

Segundo o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, Rodríguez entrou na escola em um carro cinza, por volta das 9h30min. Foram usados no atentado desta quinta-feira 80 quilos de material explosivo. O autor do atentado está entre os mortos, informou a imprensa local.

“Este é um ataque a um centro acadêmico onde havia jovens estudantes desarmados. É um ataque não só contra a juventude e não só contra a força pública e nossas polícias, é contra toda a sociedade. Este ato terrorista não ficará impune”, disse o presidente da Colômbia, Iván Duque. E acrescentou: “Os colombiano nunca nos submetemos ao terrorismo, sempre o derrotamos. Essa não será exceção.”

Duque convocou toda a população a colaborar com as investigações e pediu que, se alguém tivesse alguma informação, entrasse em contato com a rede de participação cívica, pelo número local 123.

Autoridades colombianas, pelas redes sociais, lamentaram o ocorrido e condenaram o ataque. O assunto está entre os mais comentados no Twitter, tanto no ranking mundial quanto no brasileiro.

Em nota, a ONU (Organização das Nações Unidas) condenou o ataque, e a Oficina da ONU na Colômbia afirmou que o atentado “é um ato criminoso absolutamente inaceitável, que vai contra os esforços que vêm sendo feitos no país para o combate à violência e o trabalho de diferentes setores para um futuro mais próspero e pacífico”.

Segundo o Ministério da Defesa colombiano, os feridos estão recebendo atendimento no Hospital Policlínica da Polícia Nacional.

Histórico de atentados

Bogotá, atingida durante décadas pela violência durante o conflito armado com as Farc, sofreu cerca de 30 atentados com explosivos. O último ataque com mortos foi em junho de 2017 no Centro Comercial Andino, no norte da capital. Três mulheres morreram. Meses antes, em fevereiro, uma pessoa morreu nas mãos do ELN nos arredores da praça de touros La Santamaría.

O ELN (Exército de Libertação Nacional) continua ativo, ainda não deixou as ações armadas e tem recebido sucessivas advertências do governo. O Clã do Golfo é uma organização criminosa dedicada principalmente ao narcotráfico. Há também as dissidências das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupos da antiga guerrilha que rejeitaram o acordo de paz alcançado em 2016 por Juan Manuel Santos.

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