Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019

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Capa – Caderno 1 A Fundação Iberê Camargo recebe neste domingo a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre para o último concerto do ano na série “Música de Câmara”

Lux Quarteto executa um programa de oito composições de autores variados. (Foto: Clarisse Normann)

A Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) apresenta neste domingo, às 16h, o último recital da série “Música de Câmara – 2019”. E o local escolhido é – pela quinta vez – a sede da Fundação Iberê Camargo, na avenida Padre Cacique (Zona Sul), que recebe o Lux Quarteto, composto por Martina Ströher (violoncelo), Leonardo Winter (flauta), Angela Diehl (canto) e Fernando Rauber (piano).

O recital inicia com a obra “Trio em sol menor para flauta, violoncelo e piano Op. 63”, do notável pianista Carl Maria Von Weber (1786-1826), conhecido também como violinista, regente e teórico musical. Na sequência, o programa destaca “Une flûte invisible pour chant, flute et piano”, do compositor, maestro e pianista francês da Era Romântica Camille Saint-Saëns (1835-1921), renomado artista, que estreou em concertos com apenas dez anos de idade.

“Duas canções para mezzo-soprano e piano”, do compositor Reynaldo Hahn (1874–1947) e“Elégie para canto, violocelo e piano”, de Jules Émile Frédéric Massenet (1842–1912),também são contempladas no programa. A obra “Assobio a Jato para flauta e violoncelo”, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), se concentra no virtuosismo instrumental. Composta em 1950, em Nova Iorque, em um período de intensa criação do compositor, coincide com a elaboração de Quarteto de Cordas nº 12 e a Sinfonia nº 8 e é dedicada a Carleton Sprague Smith.

“Les Nuits D’éte” é um ciclo de canções de Hector Berlioz (1803-1869) para voz e orquestra, baseado nos poemas de Théophile Gautier. As canções retratam o progresso do amor até a perda e a renovação. Berlioz compôs para piano e depois fez a orquestração, sendo uma das principais peças interpretadas no repertório sinfônico atual.

Encaminhando-se para o desfecho, os músicos executam “Vien! Une flûte invisible soupire para flauta, voz e piano”, do compositor francês André Caplet (1878-1925), conhecido principalmente pelas orquestrações de obras de Claude Debussy, de quem era amigo íntimo. A OSPA encerra a apresentação com “Sua voz para canto, flauta, violoncelo e piano”, do gaúcho Dimitri Cervo (1968-). Renomado compositor, tem as partituras executadas pelas principais orquestras do Brasil e norte-americanas.

Proposta

A série “Música de Câmara” foi criada em 2016 para institucionalizar a presença da música de câmara na programação da orquestra. Ela leva ao público repertórios para formações menos numerosas e adaptações, além da apresentação de compositores que escrevem especificamente para essas formações.

Vinculadas à Sedac (Secretaria da Cultura do Governo do Rio Grande do Sul), a Ospa é um complexo musical-educativo que realiza desde 1950 um trabalho de difusão da música orquestral e formação de plateias. Mantém a orquestra, um coro sinfônico e uma escola de música – o Conservatório Pablo Komlós. Nas suas mais recentes temporadas, a agenda tem contemplado em torno de 80 apresentações anuais, atingindo um público aproximado de 60 mil gaúchos.

Programa

– Carl M. Von Weber: “Trio em sol menor para flauta, violoncelo e piano op. 63”;

– Camille Saint- Säens: “Une flûte invisible pour chant, flute et piano”;

– Reynaldo Hahn: “Duas canções para mezzo-soprano e piano”;

– Jules Massenet: “Elégie para canto, violoncelo e piano”;

– Heitor Villa-Lobos: “Assobio a jato para flauta e violoncelo”;

– Hector Berlioz: “Les Nuits D’ete para canto e piano”;

– Andre Caplet: “Vien! Une flûte invisible soupire para flauta, voz e piano”;

– Dimitri Cervo: “Sua Voz para canto, flauta, violoncelo e piano”.

(Marcello Campos)

Todas de Capa – Caderno 1

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