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A gigante Brasília

Grande parte do dinheiro que produzimos vai para Brasília. (Foto: EBC)

Você já se perguntou por que grande parte do dinheiro que produzimos vai para o centro de administração, chamado Brasília, para que alguém, que nunca viu você, decida a quantia que deve mandar de volta e determinar de que forma esse recurso será gasto?

Fazendo uma analogia com o nosso dia a dia, imagine se o dinheiro arrecadado em um condomínio residencial fosse obrigatoriamente enviado para um grupo de pessoas que nem sequer sabem onde você mora, e assim determinassem a forma como o seu dinheiro seria alocado no prédio e como você seria beneficiado? Parece um pouco absurdo, não? Mas se analisarmos a realidade, é exatamente isso que acontece na administração pública.

A questão sobre a qual devemos refletir é a porcentagem do dinheiro que é produzido e pago por nossos impostos e que vai para “alguém” decidir como se deve gastar e onde alocar os recursos.

Não me parece provável que esses tomadores de decisões estejam acertando na forma como aplicam o dinheiro.

Façamos o exercício de imaginar o contrário disso, que a maior parte do recurso gerado fique para quem produziu e uma parte inferior vá para o local centralizador, para aportar em necessidades gerais ou em locais que produzam menos.

O Brasil enfrenta realidade distinta da de outros países, por conta das suas diferenças culturais, tamanho territorial, diferenças sociais e educacionais, sem falar na “praga” da corrupção, que tomou conta de parcela da sociedade.

Sabendo de tudo isso, parece-me que os gestores da União não têm maturidade suficiente para gerenciar a quantia absurda de dinheiro que somos obrigados a enviar para Brasília. Quem sabe, em vez de termos que entrar no jogo político para aprovação de leis para captar de volta nossos recursos, não pensamos em reduzir a quantidade de políticos e servidores públicos necessários para sustentar tudo isso?

Certamente a mudança não é fácil, mas o tamanho e ineficiência de Brasília estão nos sufocando e enriquecendo poucos.

Fabio Steren (Consultor em segurança, empresário e associado do IEE)

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