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A ida da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, à posse de Nicolás Maduro na Venezuela divide o partido

"Deixar de ir seria covardia, concessão a direita", justificou Gleisi. (Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil)

A ida da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, à posse do ditador Nicolás Maduro dividiu o partido. Uma ala de dirigentes e militantes avaliou a viagem como desnecessária e pregou que o gesto se limitasse a uma carta ou nota de congratulação ao venezuelano.

Uma minoria, porém, defendeu o deslocamento. Disse que o PT não poderia se afastar de parceiros estratégicos e que, especialmente no início da gestão de Jair Bolsonaro, a ida à Venezuela teria função política. O desgaste, avaliou, já estaria precificado.

Ela justifica a presença no ato por “vários motivos” como “marcar posição contra grosseira relação do governo Bolsonaro com a Venezuela”. “Para marcar posição desta grosseira relação do governo Bolsonaro com a Venezuela; fala fino com os Estados Unidos e grosso com a Venezuela”, declarou. A presidente do PT não quis entrar no “mérito” sobre a ditadura instalada no país. “Não entramos no mérito, ele foi eleito dentro do marco constitucional não nos cabe dar opinião. Ele foi eleito.”

Sobre as críticas ela postou nas suas redes sociais: “Nenhuma surpresa as críticas dos que ignoram as razões por eu ter aceitado o convite pra posse na Venezuela. Deixar de ir seria covardia, concessão a direita. A esquerda pode ter críticas ao governo Maduro, mas o destino da Venezuela está nas mãos do seu povo e de mais ninguém”, postou.

Ela creditou aos interesses econômicos a resistência de vários governos ao novo mandato de Maduro. “Venezuela tem uma das maiores reservas de óleo do mundo”, destacou. “Seu presidente deve ser o próximo presidente da Opep. A atitude belicista de Trump pode internacionalizar o conflito venezuelano. EUA querem criar condições para isso. Nossa região será um novo Oriente Médio?”, questionou, na rede social.

Maduro, que assumiu o comando do país pela segunda vez, é alvo de uma série de críticas de organismos internacionais pela falta de transparência nas últimas eleições venezuelanas, além do recrudescimento da relação entre governo e oposição.

O governo brasileiro, que integra o chamado Grupo de Lima (formado por Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia e México), considera a reeleição ilegítima.

Com o Parlamento venezuelano controlado pela oposição, Nicolás Maduro prestou juramento para seu segundo mandato à frente do país em uma sessão no Tribunal Supremo de Justiça, como prevê a Constituição do país vizinho. Diante de 30 juízes e alguns líderes regionais composto pelos presidentes de Bolívia, Cuba, El Salvador e Nicarágua, Maduro jurou a Constituição em um salão nobre do Tribunal.

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