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A igreja que a primeira-dama Michelle Bolsonaro frequenta ganha permissão para erguer um supertemplo

Michelle com o marido na Igreja Batista Atitude. (Foto: Divulgação)

Os vereadores do Rio de Janeiro aprovaram, na quarta-feira (5), a lei que permite a construção de um templo de cinco andares de uma igreja evangélica na Avenida das Américas, uma das principais da Barra da Tijuca. Trata-se da Igreja Batista Atitude, frequentada pela futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro ,e pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. A informação é do Blog do Anselmo, do jornal O Globo.

O projeto de lei é de autoria dos vereadores Inaldo Silva (PRB), Felipe Michel (PSDB) e Marcello Siciliano (PHS), parlamentar investigado pela suspeita de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco, que também vitimou o motorista dela, Anderson Gomes.

Na justificativa da proposta, os autores argumentam a necessidade de “criar condições para a implantação da Igreja Batista Atitude da Barra da Tijuca, que constitui importante referência para a comunidade local, não só por seu caráter religioso, mas por assumir ainda funções de assistência social que abrangem toda a circunvizinhança”, diz o projeto aprovado.

“Atuando no local desde 2014, esta igreja reúne em torno de 8.000 pessoas em seus cultos, e além dos cursos de formação religiosa, fornece outros serviços à comunidade na área educacional, médica e assistencial, tais como cursos de línguas, pré-vestibular, cursos profissionalizantes, terapias para casais, atendimento jurídico, psiquiátrico, médico, psicológico e nutricional, programa de recuperação de dependentes químicos, esportes para jovens e para a terceira idade, balcão de empregos, entre outros”, diz a proposta.

Transição

Em 1º de janeiro de 2019, sai de cena a bela, recatada e do lar Marcela Temer para dar lugar à amável, solícita e agradável Michelle Bolsonaro. É uma espécie de atualização do termo cunhado há dois anos, quando Marcela se tornou primeira-dama do País ao lado do marido Michel Temer. A tríade de adjetivos atribuídos a Michelle, mulher do presidente eleito, Jair Bolsonaro — dada pelo articulador político de campanha dele, Alberto Fraga, numa entrevista —, inaugura uma nova república, calcada no slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Mas poderia ser também uma reedição de “Tudo pelo social”, usado na era Sarney, no final dos anos 1980.

Afinal, a nova primeira-dama já avisou, nas raríssimas entrevistas que deu, que pretende fazer todos os trabalhos sociais que puder na gestão de seu marido. Para quem convive com ela, não é promessa de campanha. Apesar de ter transitado pelos corredores do Congresso Nacional, onde, inclusive, conheceu e se apaixonou por Bolsonaro, Michelle não quer saber de política.

Enquanto não sobe a rampa do Planalto com o marido, Michelle mantém seu uniforme em dia. Calça jeans, camiseta, sapatos baixos, bolsa de grife e uma bíblia guardada numa pasta de couro sempre à mão.

 

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