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A indústria gaúcha termina 2018 com confiança recorde

Com empregos criados e mais investimentos, o setor produtivo foi o último a reagir, mas continua longe de recuperar o vigor de antes da crise. (Foto: Agência Brasil)

A indústria gaúcha termina este ano com a expectativa em alta. Aos 65,5 pontos, o ICEI-RS (Índice de Confiança do Empresário Industrial) permaneceu estável em dezembro na comparação com novembro, quando havia registrado aumento recorde de 10,6 pontos. Desde o início da série histórica, em 2010, nunca os empresários do RS encerraram um ano tão otimistas, segundo a Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul).

“A elevada confiança indica para a aceleração da atividade do setor no primeiro semestre de 2019”, prevê o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry. O ICA (Índice de Condições Atuais) ratifica a melhora do cenário apontada em novembro, quando saltou 8,8 pontos e passou ao terreno positivo (56 pontos), crescendo novamente para 57,1, em dezembro, o maior valor para o último mês do ano da série histórica.

O ICA-EB (Índice de Condições da Economia Brasileira) foi o subcomponente de maior crescimento e melhor avaliação: 3,3 pontos, alcançando 58. Já o ICA-E (Índice de Condições Atuais das Empresas) ficou praticamente estável em 56,5 pontos. A estabilidade da confiança industrial decorre da combinação de melhora da avaliação das condições atuais e de uma ligeira queda das expectativas. O ICEI-RS varia de zero a 100 pontos, sendo que, acima de 50, revela confiança, condições melhores e expectativas otimistas.

Também em relação aos próximos seis meses, os empresários industriais do Estado permanecem otimistas. O IE (Índice de Expectativas) passou de 70,2 em novembro para 69,8 pontos em dezembro, mas continua bem acima da marca divisória de 50 pontos e da média histórica (56).

Os empresários gaúchos finalizam o ano otimistas com o futuro da economia brasileira (o índice foi de 69,3 pontos em dezembro, ante 69,8 em novembro) e das suas empresas (70,4 pontos nos dois meses). Para o ICEI-RS de dezembro, a Fiergs consultou 215 empresas, sendo 56 pequenas, 74 médias e 85 grandes, no período de 1º a 12 de dezembro.

Economia

A queda no endividamento das empresas e das famílias nos últimos três anos, o alto grau de ociosidade das fábricas, a inflação controlada e os juros reduzidos são alguns fatores que contribuem para criar um ambiente favorável à recuperação da economia brasileira em 2019, segundo análise do presidente da Fiergs.

Para ele, o ano de 2018 termina com a indústria gaúcha e nacional tendo deixado para trás a mais profunda recessão já registrada. “Mesmo assim, ainda há um longo caminho a ser percorrido para que a recuperação efetiva do que foi perdido nos últimos anos de fato ocorra”, destacou.

Entre 2014 e 2016, a produção industrial no Estado caiu 18,5%, e no Brasil, 16,7%. Assim, os crescimentos de 2017 (2,5% no País e 0,5% no Estado) e a estimativa para 2018 (2,5% e 4,7%, respectivamente) somados não chegam a um terço da queda acumulada. “São tempos de recuperação para o setor industrial, que ainda carece de consolidação”, ressaltou o dirigente.

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