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A inflação brasileira desacelera, mas é a maior para abril desde 2016

A inflação oficial brasileira permaneceu em alta em abril, fechando o mês em 0,57%. (Foto: Agência Brasil)

A inflação oficial brasileira permaneceu em alta em abril, fechando o mês em 0,57%, informou nesta sexta-feira (10) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi a maior variação para o mês de abril desde 2016. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Nos quatro primeiros meses do ano, a inflação acumulada no país soma 2,09%, também a maior desde 2016, quando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou o ano em 6,29%.

O IPCA de abril foi inferior aos 0,75% verificados em março, mas segue sendo pressionado por aumentos de preços dos alimentos e combustíveis. No mês passado, reajustes nos preços de itens de saúde e cuidados pessoais, principalmente os remédios, também contribuíram.

Em abril, diz o IBGE, os grupos transportes, slimentação e bebidas e saúde e cuidados pessoais foram responsáveis por quase 90% da inflação. Para o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, é um sinal de que os índices ainda não são pressionados pela demanda.

“A economia permanece com desocupação grande, a informalidade é que está preenchendo algumas vagas e a informalidade tem rendimento menor”, comentou ele. “Com renda menor, famílias acabam priorizando o que é fundamental, que é comer e morar.”

Segundo o IBGE, a maior contribuição individual para a inflação de abril foi o preço da gasolina, que subiu 2,66% no mês. Em abril, a Petrobras aumentou três vezes o preço de venda do combustível em suas refinarias.

O segundo maior impacto foi o tomate, que teve alta de 28,64% no mês. Embora tenha permanecido em patamar alto (0,63%), grupo alimentos e bebidas teve desaceleração em relação a meses anteriores, com o recuo dos preços do feijão, um dos vilões da inflação no início de 2019.

Já o grupo de saúde e higiene pessoal foi pressionado por reajustes no preço dos remédios, que subiram 2,25% em abril, produtos de higiene pessoal (2,76%) e planos de saúde (0,80%).

Com os aumentos de gasolina, remédios e ônibus urbanos (cujas passagens subiram 0,74% em abril), a inflação dos preços monitorados foi quase o dobro da inflação geral, fechando o mês em 1,03%.

Para maio, Gonçalves vê pressão de reajustes no preço do gás de botijão, nas tarifas de água e esgoto em São Paulo, gás encanado no Rio e energia elétrica em Recife, Fortaleza e Sergipe.

Além disso, as contas de luz dos brasileiros virão com cobrança extra este mês, com o início da vigência da bandeira amarela, que cobra R$ 1 para cada 100 quilowatt-hora consumido. “A bandeira amarela acaba influenciando bem porque pega todo mundo”, disse Gonçalves.

Em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,94%, o maior índice desde janeiro de 2017. A meta estabelecida pelo governo é de 4,25% no ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O gerente da pesquisa pondera que a taxa de 12 meses ainda está contaminada pela elevada inflação de junho de 2018, que captou a explosão de preços provocada pela greve dos caminhoneiros que parou o país por duas semanas no fim de maio.

Naquele mês, o IPCA foi de 1,26%. “Foi um evento atípico”, disse Gonçalves. “Quando chegarmos a junho e essa alta for expurgada, vamos ter uma ideia real de como está o comportamento da inflação de 12 meses”.

O último relatório Focus, do Banco Central, mostra que o mercado espera que o IPCA feche o ano em 4,04%, também em alta em relação a semanas anteriores.

O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) fechou abril em 0,34%, queda de 0,18 ponto percentual com relação ao verificado em março. Os custos dos materiais subiram 0,33% e a mão de obra teve alta de 0,36%.

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