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A inflação desacelerou e já voltou à normalidade neste mês

Esta é a menor taxa para um mês de setembro desde 2006, quando o índice foi de 0,05%, e a menor variação mensal de 2018. (Foto: Agência Brasil)

Os preços já desaceleram neste mês, o que indica que a inflação está retomando comportamento anterior ao choque provocado pela greve nacional dos caminhoneiros – movimento que durante quase duas semanas de maio causou desabastecimento em diversos setores de praticamente todo o País.

A volta à normalidade acontece até mais rapidamente que o esperado, com surpresas positivas nas primeiras prévias da inflação. O impacto do bloqueio nas estradas foi pontual e os preços já voltaram a avançar de forma mais moderada no começo deste mês, avalia um relatório produzido pela corretora Coinvalores.

O IGPM (Índice Geral de Preços – Mercado) subiu 0,41%, nos dez primeiros dias de julho, taxa inferior à apurada na mesma leitura de junho (1,5%), informou nesta semana a FGV (Fundação Getulio Vargas).

Uma deflação em matérias-primas brutas puxou para baixo os preços ao produtor e houve decréscimo em quatro das oito classes de despesas relativas ao consumidor.

IPC

Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) calculado pelos técnicos da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para o município de São Paulo subiu 0,63%, na primeira quadrissemana de julho, após alta de 1,01%, no mês fechado de junho e de 0,57% na primeira quadrissemana daquele mês.

Das sete classes de despesas que compõem o indicador, seis mostraram desaceleração da inflação ou redução de preços.

“O índice vem numa trajetória ainda alta, mas chama a atenção que os preços estão retornando à normalidade após comportamentos completamente fora do padrão na última semana de maio, em decorrência da greve”, observou Guilherme Moreira, coordenador do IPC-Fipe.

Segundo a empresa de consultoria MCM, os dois índices vieram abaixo do esperado pelo mercado. Para a primeira prévia do IGP-M, a expectativa da consultoria era de 0,6%, e a mediana do mercado estava em 0,97%, com intervalo de 0,55% a 1,33%, conforme projeções colhidas pela Bloomberg.

Para o IPC-Fipe da primeira quadrissemana de julho, a projeção da MCM era de 0,9%, em linha com a mediana do mercado (cujo intervalo ia de 0,76% a 1,4%).

Com base nas projeções obtidas pelo boletim Focus, do BC (Banco Central), a mediana das projeções dos economistas aponta para um IGPM fechado de 0,6%, em julho, e 0,25%, em agosto, após altas de 1,38%, em maio, e 1,87%, em junho.

Para o IPC-Fipe, a expectativa mediana é de altas de 0,3% e 0,35%, em julho e agosto, respectivamente — contra avanços de 0,19%, em maio, e 1,01%, em junho.

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