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A inflação do aluguel desacelerou na primeira prévia de novembro

O IGP-M é usado para reajustar os contratos de aluguel. (Foto: Divulgação)

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), usado para reajustar os contratos de aluguel, registrou deflação de 0,11% na primeira prévia de novembro, abaixo da taxa apurada no mesmo período de outubro, quando o índice havia subido 1,06%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (09) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) caiu 0,31% no primeiro decêndio de novembro. No mesmo período do mês de outubro, o índice havia subido 1,40%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram em média -0,17% em novembro, ante 0,92% em outubro.

Contribuiu para o movimento o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 3% para -6,15%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 0,58%, contra 1,93% no mês anterior. A principal contribuição para esse recuo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 4,88% para -0,23%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas variou -1,59% no primeiro decêndio de novembro, após alta de 1,30% no mês anterior. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: soja em grão (2,50% para -4,99%), minério de ferro (1,68% para -1,30%) e milho em grão (-2,75% para -7,25%). Em sentido oposto, vale citar café em grão (-2,71% para 5,73%), mandioca (-1,30% para 8,67%) e cacau (-3,97% para 2,48%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 0,30% no primeiro decêndio de novembro, ante 0,44% no mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (1,41% para 0,36%). Nessa classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 5,43% para 0,75%.

Também foram computados decréscimo nas taxas de variação dos grupos Habitação (0,20% para 0,09%), Educação, Leitura e Recreação (0,22% para 0,04%) e Despesas Diversas (0,04% para 0,00%). Nessas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (0,22% para 0,04%), passeios e férias (0,95% para -0,18%) e alimentos para animais domésticos (0,51% para -0,05%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,28% para 0,49%), Vestuário (-0,03% para 0,43%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,51%) apresentaram acréscimo em sua taxa de variação. Nessas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (-0,06% para 16,39%), roupas (0,10% para 0,68%) e perfume (0,13% para 1,99%).

O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação de 0,11%, registrada na última apuração. As principais influências partiram dos itens pacotes de telefonia fixa e internet (0,00% para 0,49%), em sentido ascendente, e mensalidade para TV por assinatura (0,53% para 0%), em sentido descendente.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,29% no primeiro decêndio de novembro. No mês anterior, esse índice havia subido 0,31%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços variou 0,63%. No mês anterior, a taxa foi de 0,43%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação no primeiro decêndio de novembro. No mesmo período do mês anterior, este índice registrou taxa de 0,21%.

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