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A inflação para o consumidor avançou em Porto Alegre e no Rio de Janeiro na segunda semana de abril

(Foto: Divulgação)

A inflação medida pelo IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) avançou em Porto Alegre e Rio de Janeiro na segunda semana de abril, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (17) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Por região, o IPC-S apresentou acréscimo na taxa de variação de preços em Rio de Janeiro (0,67% para 0,84%) e Porto Alegre. Em São Paulo, o IPC-S manteve o mesmo ritmo de alta, de 0,20%.

Na Capital gaúcha, o IPC-S registrou variação de 0,51%, na apuração realizada na segunda semana de abril de 2018. O resultado foi 0,17 ponto percentual superior ao divulgado na primeira semana de abril, que foi de 0,34%.

Nesta edição, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas de variação, entre as quais se destacam os grupos: Educação, Leitura e Recreação e Habitação, cujas taxas passaram de 0,26% para 0,81%, e de 0,09% para 0,34%, respectivamente.

A análise deste resultado mostra que as pressões acima da variação média foram exercidas pelos grupos: Transportes; 0,97%, Saúde e Cuidados Pessoais; 0,91%, Educação, Leitura e Recreação; 0,81% e Vestuário; 0,72%. Mostra também que se situaram em nível abaixo da variação média os grupos: Habitação; 0,34%, Comunicação; 0,24%, Alimentação; 0,18% e Despesas Diversas; 0,05%.

Já em quatro outras cidades o indicador registrou arrefecimento, segundo a FGV: Salvador (-0,08% para -0,22%), Brasília (0,24% para 0,19%), Belo Horizonte (0,40% para 0,38%) e Recife (0,20% para 0,14%).

IGP-10

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) variou 0,56% em abril, percentual superior à alta de 0,45% registrada em março. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,04% no ano e de 1,31% em 12 meses. Em abril de 2017, o índice havia caído 0,76% e acumulava alta de 3,89% em 12 meses.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) variou 0,70% em abril. Em março, a taxa havia sido de 0,63%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram 0,77% em abril, ante 0,09% em março. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -3,38% para 2,96%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,07% em abril. No mês anterior, a taxa havia caído 0,23%.

O taxa do grupo Bens Intermediários acelerou de 0,49% em março para 0,85% em abril. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -4,26% para 3,00%. O índice de Bens Intermediários (ex),obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou alta de 0,51%. No mês anterior, este índice havia subido 1,27%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 1,49% em março para 0,43% em abril. Contribuíram para a desaceleração do grupo os seguintes itens: minério de ferro (2,36% para -10,36%), mandioca (aipim) (0,10% para -5,32%) e suínos (-3,93% para -9,91%).Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens milho (em grão) (5,08% para 16,25%), leite in natura (1,77% para 7,18%) e algodão (em caroço) (-1,94% para 5,00%).

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,28% em abril. Em março, a alta havia sido de 0,10%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (-0,31% para 0,20%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item frutas, que avançou 6,29% em abril após registrar alta de 0,84% no mês anterior.

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