Últimas Notícias > Notícias > Mundo > O presidente dos Estados Unidos criticou o presidente da França e disse que os franceses falariam alemão se não fossem os americanos

A inflação para o consumidor recuou na primeira semana de novembro

Os dados do IPC-S foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) variou 0,43% na primeira semana de novembro, 0,05 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (08) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (-0,06% para -0,29%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -0,90% para -2,05%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,82% para 0,56%) e Educação, Leitura e Recreação (0,48% para 0,22%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens gasolina (1,93% para 0,90%) e passagem aérea (8,28% para 1,73%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,86% para 1,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,51% para 0,52%) e Despesas Diversas (0,05% para 0,06%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa vale citar os itens: hortaliças e legumes (19,92% para 27,84%), perfume (1,33% para 1,69%) e alimentos para animais domésticos (0,03% para 0,30%).

Para os grupos Vestuário e Comunicação, as taxas de variação repetiram o resultado da última semana e registraram alta de 0,56% e 0,17%, respectivamente. Para o primeiro grupo, o destaque em sentido ascendente foi o item relógios e bijuterias (1,53% para 1,61%).

Já em sentido descendente, o destaque foi para roupas masculinas (0,44% para 0,41%). No grupo Comunicação, o destaque ascendente foi para o item pacotes de telefonia fixa e internet, cuja taxa passou de 0,51% para 0,69%. Em sentido oposto, cabe destacar o item mensalidade para TV por assinatura, cuja taxa subiu 0,02%, ante alta de 0,27% na última apuração.

Inflação oficial

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do País, chegou a 0,45% em outubro, a maior taxa para o mês desde 2015 e 0,03 ponto percentual acima do índice registrado em setembro. Os dados foram divulgados na quarta-feira (07) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O acumulado no ano (3,81%) ficou acima do registrado em igual período do ano passado (2,21%). O acumulado nos últimos 12 meses subiu para 4,56%, enquanto havia registrado 4,53% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2017, a taxa atingiu 0,42%.

Os preços do grupo Alimentação e Bebidas aceleraram de 0,10% em setembro para 0,59% em outubro, enquanto Transportes desacelerou de 1,69% para 0,92%. Juntos, esses dois grupos responderam por 43% das despesas das famílias e contribuíram com cerca de 70% do índice do mês.

Transportes apresentou ainda a maior variação entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, além de exercer o principal impacto no índice de setembro, com 0,17 ponto percentual. Os combustíveis foram o destaque desse grupo pelo segundo mês consecutivo, com 2,44% de variação e 0,14 ponto percentual de impacto, o que equivale a aproximadamente um terço do IPCA.

Todos os itens apresentaram desaceleração na passagem de setembro para outubro: etanol (de 5,42% para 4,07%), óleo diesel (de 6,91% para 2,45%), gasolina (de 3,94% para 2,18%) e gás veicular (de 0,85% para 0,06%). Ainda nos Transportes, as passagens aéreas tiveram alta de 7,49%, porém uma desaceleração frente aos 16,81% de setembro.

Alimentação e bebidas (0,59%) teve o segundo maior impacto no IPCA (0,15 ponto percentual), impulsionado principalmente pela alimentação no domicílio (de 0% em setembro para 0,91% em outubro), com destaque para o tomate (51,27%), a batata-inglesa (13,67%), o frango inteiro (1,95%) e as carnes (0,57%). Entre as quedas, sobressaíram a farinha de mandioca (-4,69%), o leite longa vida (-2,60%), os ovos (-1,12%) e o café moído (-0,94%). Já a alimentação fora variou 0,02%, com destaque para o lanche (-0,25%).

Deixe seu comentário: