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A Justiça concedeu liminar que cancela o mandado de busca e apreensão contra um dos advogados do homem que esfaqueou Bolsonaro

Decisão considerou o direito ao sigilo profissional do responsável pela defesa de Adélio. (Foto: Reprodução)

O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) concedeu liminar cancelando o pedido de quebra de sigilo e o mandado de busca e apreensão em propriedades do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior. Ele é um dos responsáveis pela defesa de Adelio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o então candidato presidencial Jair Bolsonaro, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG) no dia 6 de setembro do ano passado.

Na decisão, o desembargador federal Néviton Guedes julgou suspensos “a decisão sob comento, especificamente, quanto à busca e apreensão de livros caixa, recibos e comprovantes de pagamento e honorários e do aparelho telefônico do advogado representado, bem assim qualquer ato de análise ou perícia dos materiais apreendidos em decorrência dessa decisão [de busca e apreensão], protegidos pelo sigilo profissional”.

“Também determino, de ofício, para resguardar a reversibilidade da presente decisão, o recolhimento e o acautelamento em juízo, imediatamente, de todo o material apreendido e alcançado, estritamente, em razão do ato aqui impugnado, que deverá permanecer em juízo e determinar, por ora, também para resguardar a eficácia da decisão final, de ofício, a devolução ao juízo de qualquer registros realizados e/ou informações colhidas, especificamente, referidos aos atos e documentos aqui abrangidos, ou seja, em decorrência da decisão ora impugnada”, acrescentou.

Em dezembro, a Polícia Federal de Minas Gerais cumpriu um mandado de busca e apreensão em propriedades do advogado. Conforme o delegado responsável pelas investigações, Rodrigo Morais Fernandes, o objetivo da operação é apreender e periciar documentos, celulares e computadores para descobrir quem paga o trabalho do defensor de Adelio.

A operação foi autorizada pelo juiz Bruno Souza Sabino, titular da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora, onde tramita o processo contra o agressor de Bolsonaro. O alvo era um prédio comercial de propriedade do advogado no bairro de Eldorado, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). No local funciona a banca de advocacia, um hotel e uma locadora de veículos, de propriedade de Zanone, além de outros espaços alugados a terceiros.

PF

Repassada diretamente ao presidente da República pelos responsáveis da Polícia Federal pelo inquérito que apura o ataque de setembro passado, a informação de que Adélio Bispo pode ter agido sozinho na organização do atentado de Juiz de Fora parece não ter surpreendido o advogado de Adélio – que está preso desde o dia do crime.

“Também acho que não houve a participação de terceiros”, declarou Zanone Manuel de Oliveira Júnior em entrevistas à imprensa. Ele disse, ainda, que o patrocinador da defesa está sumido: “Ele desapareceu sem falar mais nada. Eu acredito que essa pessoa tenha ficado assustada com a repercussão dos fatos”.

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