Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019

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Mundo Justiça da Áustria põe fim a disputa sobre a casa em que Hitler nasceu

Autoridades austríacas querem impedir que a residência torne-se um templo nazista. (Foto: Reprodução)

A mais alta corte da Áustria pôs fim a uma disputa sobre a casa em que Adolf Hitler nasceu em Braunau, na fronteira com a Alemanha, ao estabelecer a indenização que o governo deve pagar para os proprietários do imóvel, anunciou o Ministério do Interior.

A família de Gerlinde Pommer era proprietária da casa amarela de esquina na cidade de Braunau há quase um século.

O governo assumiu o controle do prédio em dezembro de 2016, após anos de disputas legais com Pommer. Em janeiro, um tribunal regional determinou que o Estado pagasse 1,5 milhão de euros (o equivalente a 1,7 milhão de dólares) a Pommer, muito mais do que os 310 mil euros que lhe haviam oferecido originalmente.

Mas outro tribunal anulou este veredicto em abril, concluindo que o atual preço de mercado, fixado por um especialista em 810.000 euros, constituiria uma quantia apropriada de compensação.

Agora, o mais alto tribunal da Áustria confirmou a decisão de abril, o que significa que Pommer receberá menos indenização do que ela buscava, mas mais do que lhe haviam oferecido originalmente.

Impedir templo nazista

As autoridades austríacas têm se empenhado em evitar que o local, onde Hitler nasceu em 20 de abril de 1889, torne-se um templo neonazista. Embora ele tenha passado pouco tempo na propriedade, ela continua atraindo simpatizantes do nazismo de todo o mundo.

“Após a decisão do tribunal sobre a indenização, um uso para a casa onde Hitler nasceu pode agora ser enquadrado dentro da lei para evitar qualquer tipo de atividade relacionada com o nazismo”, disse o ministro do Interior, Wolfgang Peschorn, em um comunicado.

Autoridades convidarão arquitetos a submeterem projetos sobre o futuro do local, disse o comunicado sem dar mais detalhes.

Descendência

Leonard Sax, um autor do New York Times e psicólogo, afirma ter descoberto provas de que Adolf Hitler era parcialmente judeu. Em suas descobertas, publicadas na revista acadêmica Journal of European Studies, revisado por pares, Sax se baseia nas revelações do político e criminoso de guerra alemão Hans Frank. Frank foi advogado pessoal de Adolf Hitler e governador-geral da Polônia durante a ocupação do Terceiro Reich.

Diz-se que Frank teria descoberto a correspondência da avó de Adolf Hitler, Maria Anna Schicklgruber. Ele teria supostamente descoberto que Maria Anna trabalhou para um homem judeu na cidade austríaca de Graz e que o filho adolescente de seu empregador a engravidou em 1836 – o ano em que o pai de Adolf Hitler, Alois, foi concebido – no que se suspeita teria sido um estupro.

Nome do pai

Mas é alegado que a família de Maria Anna a rejeitou, e ela foi forçada a dar à luz seu filho no celeiro de um estranho no ano seguinte. Leonard Sax diz que o registro de batismo não menciona o nome do pai, e Maria Anna teria vivido com a “pensão alimentícia” enviada pela família judia.

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