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Justiça nega pedido de habeas corpus e deputado federal continua preso

(Foto: Reprodução)

A Justiça Eleitoral indeferiu o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do deputado federal eleito Valdevan Noventa, do PSC. Com essa decisão, Valdevan deverá permanecer preso preventivamente no presídio de Estância (SE).

Ele é suspeito da prática de crime de falsidade ideológica eleitoral, em razão de, segundo a denúncia, ter inserido informações falsas na prestação de contas da campanha.

Investigação

A investigação é em conjunto e envolve os Ministérios Públicos Federal e estadual e a PF (Polícia Federal). Segundo o Ministério Público Federal, durante a investigação foi identificado que, num curto período de tempo, o deputado eleito teria recebido cerca de 85 doações, todas de pessoas das cidades de Estância e Arauá e com os mesmos valores, R$ 1.050. E em alguns casos as doações eram de pessoas com renda mensal de cerca de um salário mínimo.

Roraima

Preso há 15 dias por envolvimento em desvio milionário no sistema prisional, o deputado estadual eleito Renan Bekel Filho (PRB) também está sendo investigado pela PF por suspeita de crime eleitoral nas eleições 2018.

Nas investigações da operação Escuridão, que também prendeu Guilherme Campos, filho da governadora afastada Suely Campos (PP), a PF interceptou ligações telefônicas entre Renan Filho e cabos eleitorais acerca de um suposto esquema de compra de votos no interior do Estado.

O advogado de defesa de Renan Filho, Henrique Sadamatsu, informou que tem conhecimento da investigação, mas que só vai se manifestar sobre o assunto quando for oficialmente comunicado.

A assessoria do PRB comunicou que acompanha o caso com atenção e que “ele será tratado conforme a legislação brasileira e o regulamento interno do partido prevê, cabendo a ele o direito de defesa e ao partido, sendo asseguradas as salvaguardas moral e ética que norteiam a sigla”.

Nas escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça no âmbito da Escuridão, o deputado foi gravado conversando com cabos eleitorais acerca de pagamentos a eleitores no interior do Estado.

Em uma das ligações, no dia 5 de outubro, Renan Filho acertou valores que seriam pagos a “líderes” que cadastravam eleitores.

O esquema de compra de voto, segundo as investigações, funcionava da seguinte forma: os “lideres” coletavam nomes, títulos de eleitores e telefones para fazerem a confirmação dos votos por ligação. O valor por voto girava em torno de R$ 100 e os “líderes” recebiam R$ 250.

Também foram interceptadas durante as investigações mensagens de texto em que ele era cobrado para que pagasse os eleitores um dia depois do pleito de 7 de outubro.

Eleito com 2.657 votos para ocupar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Roraima no mandato 2019-2022, o deputado foi preso no dia 29 de novembro. Ele chegou a ficar foragido, mas se entregou à PF poucas horas depois do início da operação.

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