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Brasil A mais recente pesquisa do instituto Datafolha indica que o presidenciável Ciro Gomes cresceu entre os eleitores da classe média, enquanto Fernando Haddad avançou entre os mais pobres

Os candidatos do PDT e do PT disputam votos do eleitorado de esquerda. (Foto: Reprodução)

A mais recente pesquisa do instituto Datafolha mostra que os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) correm em faixas paralelas na disputa pelos votos da esquerda. O primeiro cresceu mais na classe média e entre eleitores mais escolarizados, enquanto o segundo ganha espaço em alta velocidade nas faixas de menor renda.

O candidato do PDT avançou inicialmente sobre territórios tradicionalmente petistas, consolidando um desempenho razoável na Região Nordeste e no eleitorado mais pobre. Agora, ele se descola de Haddad nas demais fatias da população.

Nas últimas três semanas, Ciro cresceu quatro pontos e chegou a 14% entre eleitores com curso superior. Haddad oscilou um ponto para cima, atingindo 10%. O pedetista continua à frente de Haddad no grupo com ensino fundamental, mas o candidato do PT teve maior crescimento: subiu de 2% para 8% nessa faixa.

A cúpula petista já projetava uma consolidação de Ciro na classe média devido ao adiamento da substituição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Haddad. O partido acreditava, no entanto, que conseguiria reter o eleitor lulista de baixa renda.

Haddad, de fato, teve um avanço considerável na população mais pobre: passou de 3%, em agosto, para 10% na pesquisa mais recente. Ciro flutuou de maneira menos intensa, de 10% para 13%. Há um empate técnico entre os dois nesse segmento.

O candidato do PDT manteve a dianteira entre os demais eleitores, com renda acima de dois salários mínimos. Ambos oscilaram três pontos: Ciro tem 13% e Haddad aparece com 8% nesse grupo.

Finalmente confirmado nessa terça-feira como cabeça-de-chapa do PT na corrida ao Palácio do Planalto, Haddad (ex-prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016) aposta na força de Lula na Região Nordeste para crescer nas três semanas e meia de campanha até o primeiro turno.

Ciro, que além de ex-ministro da Integração Nacional no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006) também foi governador do Ceará (1991-1994) e prefeito de Fortaleza (1989-1990), será um obstáculo. O pedetista ganhou seis pontos na região e chegou a 20%. Haddad cresceu ainda mais (oito pontos percentuais), mas fica em 13%.

O Datafolha ouviu 2.804 eleitores em 197 municípios no dia 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR 02376/2018.

Confira, a seguir, a evolução das intenções de voto em Ciro e Haddad para o primeiro turno nos levantamentos do Datafolha, na comparação entre os meses de agosto e setembro:

Ensino fundamental

Ciro Gomes (PDT)

– agosto: 11%

– setembro: 12%

Fernando Haddad

– agosto: 2%;

– setembro: 8%.

Ensino superior

Ciro Gomes (PDT)

– agosto: 10%;

– setembro: 14%.

Fernando Haddad (PT)

– agosto: 9%;

– setembro: 10%.

Região Nordeste

Ciro Gomes (PDT)

– agosto: 14%;

– setembro: 20%.

Fernando Haddad (PT)

– agosto: 5%;

– setembro: 13%.

Até dois salários-mínimos

Ciro Gomes (PDT)

– agosto : 10%;

– setembro: 13%.

Fernando Haddad (PT)

– agosto: 3%;

– setembro: 10%.

Mais de dois salários-mínimos

Ciro Gomes (PDT)

– agosto: 10%;

– setembro: 13%.

Fernando Haddad (PT)

– agosto: 5%;

– setembro: 8%.

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