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A moda das selfies trouxe o aumento do número de cirurgias plásticas

Plásticas faciais cresceram 55% e pacientes admitem cirurgia por conta da exposição na internet. (Foto: Reprodução)

Fenômeno das redes sociais, a moda das selfies ou autorretratos trouxe também um grande impacto fora do ambiente virtual: o aumento do número de cirurgias plásticas. De acordo com um estudo da Academia Americana de Plástica Facial e Cirurgia Reconstrutiva (AAFPRS), as plásticas faciais cresceram 55% em 2017, com procedimentos como a toxina botulínica e a rinoplastia.

Cerca de 33% dos pacientes admitiram na pesquisa que a maior exposição do rosto na internet foi o motivo da procura pela cirurgia, e 57% também realizaram a mudança para ganhar promoções ou até mesmo se sentirem mais competitivos no mercado de trabalho. “As pessoas estão se vendo mais. A vaidade faz com que todo mundo, em qualquer situação, faça uma selfie”, disse o cirurgião plástico Luiz Haroldo Pereira.

Segundo Pereira, em seu consultório a procura por procedimentos faciais aumentou 10% no último ano. “Os mais jovens também têm buscado as intervenções faciais. Antes, era o velho que queria ficar novo. Agora é o novo que não quer ficar velho”.

Cantora de funk e dona do hit ‘Que tiro foi esse’, Jojo Todynho passou por duas intervenções cirúrgicas nos últimos dois meses, uma bichectomia, procedimento que reduz as bochechas, e uma lipoaspiração nas costas. “Me senti ótima. Fiz para me sentir bem, aliás tudo que eu faço é por amor próprio, para mim mesma”, contou. Para a funkeira, o ângulo na hora da selfie melhorou. “Gosto do que vejo e minha autoestima está em alta”, destacou. “Se você não se amar ninguém vai fazer isso por você”, completou Jojo.

Já a atriz e apresentadora Giovanna Ewbank, esposa de Bruno Gagliasso, disse em seu canal no YouTube que tem vontade de fazer uma rinoplastia por conta das fotos. “É o meu sonho, mas não tenho coragem. Eu sou muito feliz com o que vejo no espelho, mas na selfie fica uma nareba”.

No Brasil, cerca de 1,5 milhão de cirurgias foram realizadas em 2013, de acordo com o International Society of Aesthetic Plastic Surgery. O país está em segundo lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas. O bom senso do especialista, no entanto, é cada vez mais necessário. “É preciso se certificar que o problema existe e que não é um exagero do paciente. Além disso, o cirurgião deve estudar se o caso é de indicação cirúrgica ou procedimento estético”, explicou o diretor do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa, Francesco Mazzarone.

A pesquisa da AAFPRS mostrou ainda que entre 2012 e 2013, as cirurgias de pálpebra, chamadas de blefaroplastia, cresceram 6%. A locutora Ana Paula Ribeiro, de 48 anos, realizou a operação em setembro do ano passado. “Tinha uma bolsa muito grande embaixo dos olhos e nada resolvia, meu rosto parecia sempre cansado. O resultado foi incrível, no trabalho todos elogiaram. Se soubesse tinha feito antes”, reconheceu.

A locutora também fez uma rinoplastia em 2008. “Não sou escrava do espelho, mas me sinto bem melhor. Gosto de parecer mais jovem e tenho percebido que estou diferente nas fotos”, finalizou.

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