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A Nasa suspendeu a sua missão em Marte após perder o contato com o robô Opportunity

Ilustração mostra o Opportunity em Marte. (Foto: Nasa)

A Nasa, a agência espacial norte-americana, realizou nesta quarta-feira (13) uma reunião para decidir o destino da missão do robô Opportunity em Marte. A agência perdeu contato com o robô: o último foi feito em 10 de junho do ano passado, e, desde então, não há informações sobre o equipamento. A tentativa mais recente de contato foi realizada na noite de terça-feira (12), sem sucesso. A reunião desta quarta estava prevista antes dessa última tentativa de contato ser anunciada.

O começo do fim da missão aconteceu em 10 de junho do ano passado, quando uma tempestade de poeira em Marte cortou a comunicação com o dispositivo, que é movido a energia solar. A poeira teria bloqueado a luz e, por isso, o robô teria descarregado. O Opportunity foi enviado ao planeta vermelho em julho de 2003 junto com o veículo Spirit. Ambos desembarcaram na superfície de Marte em 2004. Esta foi a segunda missão de exploração do planeta com o envio de veículos espaciais.

Os dois dispositivos estavam programados para uma missão de 90 dias, no entanto o Spirit funcionou por seis anos e o Opportunity estava ativo há 15 anos, até a perda de contato com a Nasa no ano passado.

Galáxia

A galáxia em que vivemos tem uma forma bem distinta da que se pensava. Cientistas costumavam descrever a Via Láctea como uma espiral plana com cerca de 250 bilhões de estrelas. O Sol e os planetas que orbitam ao seu redor, incluindo a Terra, ocupam um espaço pequeno em um dos braços menores dessa espiral. Mas um novo estudo publicado na revista Nature Astronomy apresenta uma imagem bem diferente da nossa galáxia.

Com base em informações de mais de 1,3 mil estrelas, pesquisadores da Austrália e da China concluíram que ela é uma espiral deformada e que se retorce progressivamente – fica mais helicoidal quanto mais longe as estrelas se encontram de seu centro.

Estrelas pulsantes

O novo mapa em 3D da Via Láctea foi elaborado por astrônomos da Academia de Ciência da China e da Universidade Macquarie, na Austrália. O mapa tridimensional foi construído a partir dos dados de 1.339 estrelas chamadas cefeidas clássicas, que têm brilho até 100 mil vezes mais forte que o Sol.

As cefeidas são estrelas que pulsam de forma regular – as pulsações podem ser observadas através de mudanças no padrão de brilho desses astros. Assim, combinando o período de pulsação com as variações no brilho é possível estimar a distância de cada uma delas ao centro da Via Láctea com um alto grau de precisão – a margem de erro é de aproximadamente 5%.

“Pensamos em geral que as galáxias em espiral são bem planas, como a Andrômeda, que pode ser visualizada com facilidade de um telescópio”, destaca Richard de Grijs, astrônomo Universidade de Macquarie e um dos autores do estudo. No mapa elaborado por De Grijs e seus colegas, contudo, o disco da Via Láctea se retorce progressivamente quanto mais longe do centro. Isso se deve ao fato de que a força da gravidade é mais fraca nas extremidades da galáxia. Por causa disso, dizem os pesquisadores, o disco em espiral vai ganhando a forma de um “S” distorcido.

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