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A Operação Lava-Jato concordou em devolver o celular a Marcela Temer, mas não o iPad e os cheques

O MP defende que outros itens da ex-primeira-dama permaneçam sob confisco. (Foto: Carolina Antunes/PR/Arquivo)

O Ministério Público Federal informou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, ser favorável à devolução do celular da ex-primeira-dama Marcela Temer, apreendido pela Operação Descontaminação – desdobramento da Lava-Jato que investiga o ex-presidente Michel Temer (PSDB) por suposta propina milionária nas obras da Usina de Angra 3, no Rio. Os procuradores, no entanto, se manifestaram pela retenção de outros itens confiscados de Marcela, um iPad e um talão de cheques.

Temer foi preso no dia 21 de março quando saía de casa em São Paulo. O ex-presidente passou quatro dias recolhido na Superintendência da Polícia Federal do Rio em uma sala de 46m². Em 25 de março, o desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região mandou soltar o emedebista e outros sete alvos da Descontaminação.

A Lava-Jato do Rio acusa o ex-presidente em dois processos: um por corrupção e lavagem de dinheiro e outro por peculato e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal afirma que Michel Temer foi um dos beneficiários de desvios nas obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio, por meio da contratação irregular de empresas. O emedebista teria participado da contratação fictícia da empresa Alumi Publicidades, como forma de dissimular repasse de propinas.

Na manifestação a Bretas, a Procuradoria da República afirmou que ‘o aparelho celular da requerente Marcela Temer foi apreendido em razão da suspeita de ter sido utilizado pelo investigado Michel Temer’.

“O Ministério Público Federal recebeu da autoridade policial responsável pela busca e apreensão e perícia do material a extração dos dados do referido aparelho e em análise de seu conteúdo não foram identificados elementos pertinentes às investigações. Por esta razão, o Ministério Público Federal concorda com a restituição do aparelho celular da requerente”, destacam os procuradores.

A Lava-Jato do Rio afirmou ao juiz que ‘ainda não houve extração dos dados’ do iPad e, por isso, ‘não é possível restituí-lo no momento, uma vez que ainda será necessário para as investigações em curso’.

Os procuradores informaram ao magistrado que ‘quanto ao talonário de cheques e o contrato de locação, são documentos que ainda interessam às investigações e demandam análise aprofundada’.

“Ressalta-se que os fatos são de alta complexidade, envolvem várias pessoas e empresas, o que justifica um maior tempo para análise de todo o material apreendido e realização das perícias necessárias”, argumentam os procuradores.

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