Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

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Brasil A Operação Lava-Jato recuperou mais de 67 milhões de reais desviados para o exterior

Dinheiro tinha sido desviado de contrato firmado entre a Odebrecht e a Petrobras. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A força-tarefa da Operação Lava-Jato diz ter recuperado R$ 67 milhões que estavam em contas no exterior. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira (18).

Conforme o MPF (Ministério Público Federal), o dinheiro tinha sido desviado de contrato firmado entre a Odebrecht e a Petrobras.

Segundo a força-tarefa, o montante foi direcionado para contas de três ex-executivos da Petrobras. Eles foram condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em fevereiro deste ano.

Conforme a denúncia, as vantagens indevidas estão relacionadas a um contrato fraudulento de mais de US$ 825 milhões, firmado em 2010 pela Petrobras com a construtora Norberto Odebrecht.

O contrato previa a prestação de serviços de reabilitação, construção e montagem, diagnóstico e remediação ambiental, entre outros, em nove países além do Brasil, segundo o MPF.

Os pagamentos ocorreram entre os anos de 2010 e 2012, de acordo com os procuradores.

Os valores que a Lava-Jato diz ter recuperado nesta quinta foram transferidos para contas judiciais vinculadas ao processo, informou o MPF.

A força-tarefa afirma ter recuperado mais de R$ 13 bilhões ao longo dos cinco anos da operação. No primeiro semestre deste ano, seguindo o MPF, foram efetivamente recuperados mais de R$ 1,5 bilhão.

Réus

O ex-senador Romero Jucá (MDB) e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, viraram réus na Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A denúncia do MPF, que aponta envolvimento dos réus em um esquema de corrupção na subsidiária, foi aceita pela Justiça no dia 11 de junho, pelo juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

Segundo a denúncia, Machado e Romero Jucá solicitaram pagamento de R$ 22,4 milhões à empreiteira Galvão Engenharia, referentes a 5% de contratos e aditivos firmados com a Transpetro.

Ainda conforme a denúncia, em 2010, foram feitos pagamentos ilícitos de pelo menos R$ 1 milhão a Romero Jucá.

Os envolvidos no esquema, conforme a denúncia, se especializaram em quatro núcleos de atuação: político, econômico, administrativo e financeiro.

À época da denúncia, a defesa de Romero Jucá citou “absoluta falta de cuidado técnico por parte do MP”. É a primeira vez que o ex-senador pelo MDB de Roraima vira réu na Justiça Federal do Paraná.

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