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A Ordem dos Advogados do Brasil pode negar a carteira ao homem que espancou a paisagista no Rio de Janeiro e avaliar se ele tem idoneidade moral para ser advogado

O estudante de Direito Vinícius Batista Serra, agressor de Elaine. (Foto: Reprodução/Instagram)

Preso em flagrante sob a acusação de tentativa de feminicídio, o estudante de Direito Vinícius Batista Serra, de 27 anos, passou na prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) apenas quatro dias antes de ser detido por espancar a paisagista Elaine Caparróz, de 55, durante um encontro no apartamento dela, na Barra da Tijuca. Ele, no entanto, pode ficar sem a carteira profissional: a seção da entidade no Rio de Janeiro destacou que não basta ter conhecimento jurídico, e informou que avalia se Vinícius tem “idoneidade moral” para atuar como advogado.

Segundo o jornal O Globo, há outros registros de ocorrências policiais em que Vinícius se envolveu nos últimos quatro anos. São dois casos de brigas na rua, em que ele alega ter levado surras, além de boletins sobre roubos. Vinícius já tinha sido denunciado em 2016 pelo próprio pai, Zacarias Batista de Lima, que o acusou de bater no irmão que tem deficiência. O motivo teria sido um sumiço de R$ 1.200, dinheiro que acabou sendo encontrado. Zacarias contou ainda que, na ocasião, também foi agredido, ao tentar contê-lo. O pai, no entanto, acabou retirando a queixa, pondo fim ao inquérito. Zacarias e a mulher ainda devem depor na 16ª DP (Barra), que investiga a tentativa de feminicídio.

Porém há mais casos de violência pairando sobre a história recente de Vinícius. Em queixas feitas à polícia, ele relatou brigas em que teria sido vítima. Em março passado, ele disse, na 10ª DP (Botafogo), ter entrado em luta corporal com frequentadores de uma loja de conveniência do bairro. O estudante afirmou que, quando chegou ao local, após sair do Colarinho, um bar próximo na rua Nelson Mandela, point boêmio e gastronômico, ouviu alguém gritar: “Seu merda, viado!”. Foi, então, tomar satisfações, o que deu início à briga. A princípio, com dois agressores, que, segundo ele, tinham cabelos bem curtos, vestiam bermuda e eram tatuados.

Paquera e surra

Vinícius deu detalhes da luta, afirmando que logo derrubou o primeiro agressor no chão. Foi quando o segundo veio em auxílio. Um homem que estava sob ele, ainda de acordo com o relato do estudante, pediu que parasse as agressões. Mas Vinícius observa que bastou ele deixar de “revidar” para que dez pessoas surgissem para atacá-lo a socos e pontapés. A surra só estancou quando os dois primeiros, empunhando garrafas, mandaram que saísse dali sob ameaça: “Mete o pé, aqui é Botafogo”, teriam dito e xingado palavrões. Vinícius afirmou ter ido parar no hospital Copa D’Or.

No réveillon de 2016, o rapaz foi parar na 15ª DP (Gávea), onde contou ter sido atacado gratuitamente em uma boate no Leblon. Segundo ele, por volta das 4h, conversava com uma mulher quando foi abordado por “vários rapazes” com socos, tapas e pontapés. O motivo: uma paquera. Segundo ele, os seguranças demoraram a acudi-lo e, quando o fizeram, foi para retirá-lo de lá: “A melhor coisa para você fazer é se retirar, pegar um táxi e voltar para casa”, ordenaram os seguranças, segundo consta no boletim da polícia. Sem ajuda, ele disse que caminhou muito, até cair desmaiado. Vinícius afirmou ter acordado na rua, por volta das 9h. Ele se comprometeu a fazer exame de corpo de delito, mas, como não retornou à delegacia, o caso acabou sendo arquivado.

Numa noite no fim do ano passado, outra confusão. O dono de um bar no Leme contou que ele reclamou da conta e começou a gritar e a fazer ameaças. Contido pelo comerciante, foi colocado para fora:

“Ele começou a arranjar confusão do nada. Não é de beber muito, mas fica rapidamente alterado e muito violento”, disse um frequentador do estabelecimento.

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