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Capa – Caderno 1 A Organização das Nações Unidas, a ONU, diz estar “chocada” com os enforcamentos em massa no Iraque e teme a repetição

Zeid Ra’ad Al Hussein questiona se houve processo legal e garantias de julgamento justo. (Foto: Reprodução)

A principal autoridade de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) disse na quarta-feira (27) que está “chocada” com o enforcamento de 42 homens no Iraque no domingo, afirmando que a sentença foi aplicada quase certamente sem um julgamento justo e dizendo que teme mais execuções. Os prisioneiros executados foram condenados por acusações de terrorismo que vão do assassinato de membros das forças de segurança à detonação de carros-bomba.

“Estou chocado de saber das execuções de 42 prisioneiros em um único dia”, disse o alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, em um comunicado. “Estamos extremamente preocupados com relatos de que o Iraque pode estar planejando acelerar o processo de executar prisioneiros já condenados à morte, e que isso possa resultar em mais execuções em larga escala nas próximas semanas”.

Zeid disse ser “extremamente duvidoso” que o devido processo legal e garantias de julgamento justo, inclusive os direitos dos homens a uma assistência legal eficiente e a um processo de apelações para pedir perdão ou comutação das penas, tenham sido respeitados em cada um dos 42 casos individuais.

Os enforcamentos ocorreram na esteira de ataques suicidas de sunitas que mataram ao menos 60 pessoas perto de Nassiriya, cidade do sul e reduto xiita, em 14 de setembro, provocando clamores xiitas por uma ação judicial mais rígida.

Autoridades iraquianas afirmaram que cerca de 1.200 dos estimados 6 mil prisioneiros detidos em Nassiriya foram condenados à morte, disse o comunicado.

“Morte suja”

Muitas vezes esse método era considerado, na Idade Média, como uma “morte suja”, pois podia ocorrer o relaxamento dos esfíncteres e a liberação de fezes, urina e até de sêmen. Antigamente, a “morte suja” era considerada ofensiva à moral do condenado e também de sua família.

A forca é um instrumento usado, além de suicídios, para execução de presos ou réus condenados à morte e para assassinatos. Compõe-se de um poste de madeira com uma corda amarrada em forma de laço. O executado é colocado de pé sobre uma mesa ou cadeira, alçapão ou veículo (como uma carroça, por exemplo), e o laço é posto em volta do pescoço do condenado. Remove-se, então, o apoio sob o indivíduo. Se a corda for longa e permitir a queda do corpo, pode ocorrer uma ruptura das vértebras cervicais, e a seção da medula espinhal, que provoca a parada da função respiratória e, assim, uma morte rápida.

No entanto, caso as vértebras cervicais não se rompam (pelo uso de uma corda curta), o condenado morre por asfixia causada pelo laço, tanto por obstrução respiratória quanto pela obstrução das veias jugulares e das artérias carótidas, o que acarretará a morte cerebral por falta de oxigênio. Segundo médicos forenses, isso pode acontecer em até três minutos. O coração do condenado pode continuar batendo por cerca de dez minutos.

 

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