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A Organização dos Estados Americanos ameaça o uso de força militar contra a Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro. (Foto: Reprodução/Twitter/Nicolás Maduro)

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, afirmou que a não deve ser descartada uma “intervenção militar” na Venezuela para “derrubar” o governo de Nicolas Maduro.

A declaração do uruguaio ocorreu na Colômbia, no momento em que tratava da migração em massa de venezuelanos. De acordo com Almagro, o governo venezuelano tem cometido “violação dos direitos humanos” e “crimes contra a humanidade”.

“Nesse caso é miséria, é fome, é a falta de remédios, que são como instrumentos repressivos para impor uma vontade política ao povo, isso é inadmissível”, afirmou. “O sofrimento do povo, no êxodo induzido que está sendo conduzido [pelo governo venezuelano], coloca as ações diplomáticas em primeiro lugar, mas não devemos descartar nenhuma ação. Quanto à intervenção militar para derrubar o regime de Nicolas Maduro, eu acho que não devemos descartar nenhuma opção.”

As declarações, dadas em Cúcuta, cidade na fronteira com a Venezuela, após uma reunião com o presidente da Colômbia, Iván Duque, e soaram como uma resposta ao governo do ditador Nicolás Maduro. Nesta semana, a Venezuela rejeitou ofertas de ajuda de outros países e informou que a atual crise humanitária pela qual o país passa faz parte de uma “campanha mundial de difamação” para derrubar Maduro.

O ditador venezuelano disse ainda que iria pedir uma indenização a Bogotá devido ao número de imigrantes colombianos que vivem na Venezuela. As declarações fizeram parte da primeira manifestação pública de Maduro após o jornal americano The New York Times ter revelado um encontro entre militares rebeldes do regime e representantes de Washington, o que segundo ele comprova que países estrangeiros trabalham contra seu governo, em especial os Estados Unidos.

Relatório

Na visita de três dias à Colômbia, Almagro liderou um grupo da OEA que preparará um relatório que abordará ações de cooperação para as nações envolvidas na questão dos migrantes. Participam do grupo os coordenadores David Smolansky e Betilde Muñoz e José Miguel Vivanco, diretor-executivo da ONG Human Rights Watch para as Américas. “Nunca vimos um governo tão imoral no mundo, que não admite ajuda humanitária quando está no meio de uma crise humanitária. A ajuda humanitária precisa chegar à Venezuela”, afirmou Almagro.

Para ele, a comunidade internacional não pode “permitir uma ditadura na Venezuela”, que, além de afetar sua população, causa instabilidade regional em termos humanitários e de segurança. O povo venezuelano “pagou um alto preço para recuperar sua liberdade, recuperar sua democracia e ainda não a recuperou, a comunidade internacional definitivamente tem que responder a isso”, disse ele.

O presidente colombiano defendeu o fortalecimento da pressão diplomática contra Caracas e pediu que “vários chefes de Estado” apoiem ​​a queixa da OEA ao Tribunal Penal Internacional contra o governo de Maduro. “Continuaremos a bater nas portas do mundo inteiro para criar condições que permitam à Colômbia enfrentar essa crise migratória”, disse o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, que acompanhou Almagro em sua jornada.

Apesar a OEA e Colômbia terem pedido ajuda internacional na crise migratória, especialistas avaliam que a declaração de Almagro apenas corrobora para que o governo de Caracas se diga vítima de uma tentativa de golpe.

 

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