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Biblioteca da PUC, em Porto Alegre, expõe crânio de múmia do Antigo Egito a partir de hoje

Resto mortal é de uma mulher que morreu há cerca de 2,5 mil anos. (Foto: Divulgação/PUCRS)

A partir das 19h desta terça-feira, a Biblioteca Central da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre, realiza a exposição “Iret Neferet: a Múmia Egípcia de Cerro Largo – Símbolos e Rituais”. Trata-se do crânio de uma mulher que viveu no Antigo Egito entre 768 e 476 anos antes de Cristo e cuja origem foi confirmada após um ano de pesquisas.

Esta descoberta foi realizada pelo pesquisador e pós-doutor em História Édison Hüttner, que coordena o Grupo de Estudo Identidades Afro-Egípcias da PUCRS e participa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Iret Neferet é a primeira múmia egípcia encontrada em acervo no Brasil no século 21.

Além disso, é um dos únicos dois exemplares de múmias egípcias conhecidas no País após o incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, no início de setembro do ano passado.

Conforme sugere o título, a mostra também destaca objetos e símbolos utilizados nos rituais de mumificação praticados no Egito dos faraós, provenientes dos museus Egípcio e Rosacruz de Curitiba (PR) e do Museu de Arqueologia Ciro Flamarion Cardoso de Ponta Grossa (PR). Imagens e banners também ajudam a contar a história do país norte-africano.

A mostra tem curadoria e organização do coordenador do Grupo de Estudo Identidade Afroegípcias, da Escola de Humanidades da PUCRS, Edison Huttner, bem como do diretor do Museu de Arqueologia Ciro Flamarion Cardoso, Moacir Elias Santos, e de Eder Huttner.

Detalhes

O material estava em um pequeno museu no Centro Cultural 25 de Julho, em Cerro Largo (município do Noroeste do Rio Grande do Sul), e teve confirmação de idade, sexo e origem por meio de uma pesquisa da própria PUCRS. O crânio é de uma mulher que morreu com idade aproximada de 43 anos, entre o final do chamado “Período Intermediário 3” (1070-712) e o início do “Período Tardio” (712-332 a.C.).

Iret-Neferet (nome que significa “olho bonito”, em alusão a uma esfera artificial inserida no orifício ocular pelos embalsamadores originais) viveu entre 768-476 a.C., conforme recentes exames de radiocarbono feitos nos Estados Unidos) e é a primeira múmia do Brasil a ter idade confirmada cientificamente por exame de radiocarbono. Outra múmia existente no país atualmente é Tothmea, importada Estados Unidos em 1995 e hoje no acervo do Museu Egípcio Rosa Cruz de Curitiba.

Visitação

Com entrada franca, a exposição pode ser conferida até o dia 26 de julho, de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 22h30min (a partir de 15 de julho, o fechamento ocorrerá às 20h) e aos sábados das 7h30min às 17h30min (encerramento ao meio-dia a partir de 15 de julho).

A Biblioteca Central da PUCRS está localizada prédio 16 do campus central da universidade. O endereço é avenida Ipiranga nº 6.681 (bairro Partenon), na Zona Leste da capital gaúcha. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3320-3544 ou no site www.pucrs.br.

(Marcello Campos)

 

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